Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

“A destruição está por todo o lado”, lamenta ministra Margarida Balseiro Lopes

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto visitou espaços culturais que sofreram com o mau tempo e reuniu na Marinha Grande com responsáveis autárquicos da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria.

Acompanhada por autarcas locais, a ministra visitou a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, um dos casos mais críticos FOTO: CMMG

Esteve na Marinha Grande logo no dia da devastação. E nos seguintes. Afinal, Margarida Balseiro Lopes é marinhense. “Tenho aqui pais, tios, sobrinhos…”, contou, explicando que voltou a casa várias vezes – discretamente. Na segunda-feira, regressou enquanto Ministra da Cultura, Juventude e Desporto. Foi a primeira paragem de um conjunto de visitas que fará pelos territórios afetados pelo comboio de depressões que fez descarrilar meio Portugal.

Na Marinha Grande, encontrou locais que conhece bem: a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, o Museu do Vidro, o Teatro Stephens e o Museu Joaquim Correia. Todos foram duramente atingidos e danificados pela depressão Kristin e pela onda de mau tempo que se seguiu.

“O cenário de devastação é grande, há um impacto enorme na atividade económica e um impacto psicológico nas pessoas de cá, porque viveram aquela madrugada e nunca tinham sentido nada semelhante”, disse Margarida Balseiro Lopes.

No concelho, “a destruição está por todo o lado”. “Entra-nos pelos olhos e pela alma adentro o cenário de devastação”, acrescentou, lamentando a situação que também se verifica “noutros pontos da região e do país”.

Após a visita aos espaços culturais afetados, a ministra reuniu com representantes dos dez municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. Deles ouviu um balanço da situação nas áreas da cultura e desporto. Prometeu-lhes, para breve, medidas de apoio do Governo. Antes, porém, é necessário mapear estragos e esgotar opções existentes, nomeadamente, ativando apólices.

“O reporte dos danos às CCDR [Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional] é essencial, até no contexto dos fundos europeus a que queremos candidatar o país e do PTRR [Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português] que estamos a construir. Temos de ter noção do retrato da situação”, apelou a ministra.

O Museu Joaquim Correia foi também fortemente afetado

Especialmente no desporto, onde muitas infraestruturas associativas foram afetadas, há um trabalho a fazer junto das seguradoras, vincou Margarida Balseiro Lopes. “Sei que a prioridade foi fazer face a situações dramáticas das pessoas não terem água, telecomunicações, eletricidade e ainda por cima terem a chuva a entrar em casa”.

Mas “há muitos equipamentos municipais e de alguns clubes que têm seguro e ainda é preciso fazer a ativação desses seguros”. Esses procedimentos são considerados essenciais, porque “muitos clubes que têm equipamentos, de outra forma não terão capacidade para reconstruir o seu património”.

Na Marinha Grande, a ministra com a pasta do Desporto pediu ainda que, “com criatividade”, seja possível “restabelecer a atividade física nos concelhos”. A intenção é fazer mexer crianças e jovens, mesmo que não existam as condições ideais: “É importante não ficarmos amarrados às consequências devastadoras da tempestade e das depressões que tivemos a seguir”.