Mal chegou às Fontes, ajudou logo a partir uma chaminé à marretada, telhado abaixo. Está longe de ser o gesto típico de quem inicia uma residência artística. Ou é? “Gosto imenso: às vezes até coisas simples como essa acabam por se tornar em obras e projetos”, admitiu Gil Delindro ao REGIÃO DE LEIRIA na terça-feira. É o segundo dia do primeiro momento de Fontes Sonoras 2026 e o artista, que há 15 anos cria a partir da investigação no campo, está ansioso para pôr em andamento o que lhe inspira a aldeia onde nasce o Lis.
O artista e a circunstância de uma aldeia a recuperar da calamidade
Depois de vulcões, desertos e glaciares, é na aldeia onde nasce o rio Lis que Gil Delindro cria uma obra original para Fontes Sonoras, a revelar no domingo, 1 de março. Uma missão assumidamente sob influência da catástrofe.