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Pombal com inundações e cheias apela à população para evitar circular

O coordenador da Proteção Civil de Pombal notou que “o que se está a passar agora” é que há locais onde se desconhecia que “eram suscetíveis de ter cheias”, mas “estão a ter”.

FOTO: JD

O concelho de Pombal regista hoje inundações, cheias e deslizamentos de terras devido à forte precipitação, disse à agência Lusa o coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil de Pombal, Hugo Gonçalves.

Segundo Hugo Gonçalves, também comandante dos Bombeiros Voluntários de Pombal, há situações relacionadas com a subida do caudal dos rios Arunca e Anços, que está a ser monitorizada.

Explicando haver habitualmente zonas do concelho que têm cheias quando o caudal do rio Arunca sobe, o responsável da Proteção Civil notou, contudo, que “o que se está a passar agora” é que há locais onde se desconhecia que “eram suscetíveis de ter cheias”, mas “estão a ter”.

Além daqueles dois rios, Hugo Gonçalves apontou ainda o rio Cabrunca e a ribeira de Carnide, “linhas de água importantes para o concelho que estão a ser monitorizadas”.

Por outro lado, o coordenador adiantou que os terrenos “estão com muita acumulação de água, já não conseguem reter a água e, obviamente, provocam muitos deslizamentos de terra, de taludas e, inclusivamente, deslizamento de vertentes”, alguns com gravidade, tendo num caso obrigado à retirada de duas pessoas de uma habitação.

Quanto a inundações, sem conseguir precisar o número, Hugo Gonçalves esclareceu que “têm sido prontamente identificadas e com a ação dos bombeiros de Pombal e com o apoio de outros bombeiros”, decorrem trabalhos de “remoção de água de casas, de terrenos ou de poços de pessoas que não têm eletricidade e que não conseguem retirar a água”.

À população, Hugo Gonçalves pediu para que “usem as vias [rodoviárias] o menos que puderem” e só o façam “para as situações que sejam realmente necessárias e básicas”.

“Evitem deslocações, mantenham-se em casa e cumpram as orientações todas da Proteção Civil e das autoridades”, apelou, notando que “os deslizamentos de vertentes e de taludes e de terras e desabamentos têm sido mais visíveis nas estradas e quanto menos pessoas circularem, melhor é para a segurança delas” e para o trabalho dos bombeiros.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alertou na terça-feira que são esperados hoje chuva e vento por vezes fortes devido à depressão Nils, que não irá afetar diretamente Portugal continental.