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Primeiras casas modulares para acolher deslocados estão a ser instaladas em Leiria

No total, a autarquia investiu 400 mil euros em casas de tipologia T1 e T3, que vão ser instaladas em seis freguesias do concelho e que vão receber 30 agregados familiares.

No parque de autocaravanismo dos Pousos estão a ser instaladas as primeiras casas modulares. FOTO: Joaquim Dâmaso

Trinta casas modulares estão a ser instaladas no concelho de Leiria para receber pessoas que ficaram deslocadas na sequência da tempestade Kristin e das cheias dos dias seguintes.

O objetivo é que possam ser acolhidas “com segurança e dignidade”, conforme afirma Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, na sua página de Facebook, enquanto decorrem as reparações nas suas casas.

No total, a autarquia investiu 400 mil euros em casas de tipologia T1 e T3, que possuem quartos, cozinha, sala e casa de banho, estando equipadas com eletrodomésticos.

De acordo com a Câmara de Leiria, as estruturas, que receberão 30 agregados familiares, serão instaladas nos Pousos, na Maceira, nos Marrazes, em Santa Eufémia, no Souto da Carpalhosa e nas Colmeias.

Na segunda-feira, 9 de fevereiro, estavam a ser preparadas as primeiras quatro casas no parque de autocaravanismo dos Pousos.

Piso abate em Marrazes

“O solo encontra-se bastante instável, em virtude da precipitação e do acumulado de água”, reafirmou Mário Silvestre, comandante nacional da Proteção Civil, na terça-feira, num novo briefing das ocorrências relacionadas com o mau tempo, as medidas operacionais em curso e as recomendações à população.

Na última semana, o piso da rua dos Marinheiros abateu e o trânsito, que por ali passava para chegar às zonas industriais do Casal do Cego e Cova das Faias, ficou interrompido.

FOTO: Fernando Rodrigues

Algumas barreiras cederam, árvores que resistiram às fortes rajadas de vento acabaram por cair – o IC2 chegou a estar cortado na zona de S. Jorge, Batalha, e Colmeias, Leiria, no último sábado – e até algumas infraestruturas caíram.

O número de desalojados no concelho de Leiria aumentou no último fim de semana. Vinte e uma pessoas foram obrigadas a sair de dois prédios de habitação na rua de São Miguel, no centro de Leiria, também devido a uma movimentação de massas.

O episódio aconteceu na mesma rua onde, há três anos, parte do morro do cemitério de Leiria caiu. No final de 2022, um prédio, ao lado dos dois edifícios que domingo passado foram evacuados, ficou seis meses interdito.

Ao REGIÃO DE LEIRIA, o vereador da Proteção Civil da Câmara de Leiria explicou que se tratou de uma “evacuação preventiva de dois prédios”, “devido a um movimento de massas na traseira dos prédios”, uma vez que “de noite, era impossível verificar a dimensão do movimento de massas e os danos nos edifícios”.

“Como tal, o entendimento foi evacuar todos os moradores, no total de 21, em que 15 deles foram para um centro de apoio à população que temos na Cruz d’Areia e seis ficaram em casa de familiares”, afirmou Luís Lopes ao nosso jornal.

No domingo, as equipas de Urbanismo e Proteção Civil da Câmara de Leiria procederam a uma vistoria, onde ficou decidido “manter a evacuação das infraestruturas, até conseguirmos ter melhores condições para aferir se houve ou não danos estruturais”. Já durante esta semana, as equipas continuam a proceder a vistorias nos dois edifícios, para avaliar a possibilidade do regresso dos moradores ou eventuais medidas a tomar.

Luís Lopes explicou ainda que todas as decisões foram acompanhadas pelos moradores, “com calma e tranquilidade, para que pudessem pernoitar em segurança”.


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