O Município de Leiria já gastou 12 milhões de euros (ME) em trabalhos de limpeza e recuperação na sequência da depressão Kristin que, há 15 dias, atingiu o concelho, anunciou esta quarta-feira, dia 11, o presidente, Gonçalo Lopes.
“A câmara de Leiria gastou em 15 dias de guerra 12 milhões de euros”, afirmou Gonçalo Lopes, numa sessão de apresentação e esclarecimento das medidas de apoio às empresas afetadas pelo mau tempo, em Leiria.
O montante, que a autarquia espera possa ser coberta por seguros e medidas de apoio, diz respeito a combustível, geradores, remoção de lixo no espaço público, reparação e mobiliário para escolas, material de comunicação, casas prefabricadas ou equipamentos.
Na sessão, Gonçalo Lopes afirmou que, no dia 28 de janeiro, quando a depressão Kristin atingiu o concelho, “começou uma guerra”, para salientar que o ambiente em Leiria é de guerra depois de o inimigo ter, “em poucos minutos”, destruído “anos de construção coletiva”.
E a resposta tem de ser coletiva, sustentou o autarca.
“Temos de estar todos juntos para voltar a reerguer uma região e torná-la outra vez líder” na economia ou no bem-estar e, dirigindo-se aos empresários, “mesmo com muito do património destruído, muitos sem comunicação e sem eletricidade”, considerou que a presença daqueles é “sinal de que não querem baixar os braços”.
Na sessão na qual apresentou, com recurso a imagens aéreas, “o antes e o depois” de vários espaços do concelho, incluindo zonas industriais, o presidente da Câmara observou que esta guerra foi democrática, pois atingiu pequenas, médias e grandes empresas, ou o rico ou o pobre.
Referindo-se à depressão Kristin como o inimigo que atacou “aquilo que é fundamental numa sociedade”, a eletricidade, afetando, por essa via, a distribuição de água e as comunicações, o autarca defendeu a necessidade de “olhar para o estado em que ficou” a região e definir uma “estratégia de recuperação”.
No caso de Leiria, explicou que a autarquia juntou à fase humanitária a fase de reconstrução e alertou para o estado da indústria.
“Se há setor que está afetado é a indústria e não é a indústria da nossa região, é a indústria de Portugal, porque nós fazemos parte das cadeias de fornecimento. E, portanto, ou de facto há rapidamente um apoio concreto para levantarem as nossas fábricas ou vamos ter desemprego e vamos ter um retrocesso na nossa economia muito grave nos próximos tempos”, avisou.