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Tempestade pode obrigar 65 estabelecimentos comerciais a suspenderem a atividade

Entre os estragos mais relevantes destacam-se os danos em equipamentos, registados por 83 empresas, seguindo-se em janelas (50 casos), telhados e coberturas (55)

FOTO: Acilis

A Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis) revelou, nesta sexta-feira, dia 6, que a tempestade Kristin pode conduzir ao encerramento temporário de 65 estabelecimentos nos concelhos de Leiria, Batalha e Porto de Mós.

Segundo um inquérito ao qual responderam 520 estabelecimentos, 13% admitem uma paragem da atividade na sequência dos prejuízos sofridos, enquanto 100 (19%) encontravam-se encerrados ou não responderam ao questionário.

Entre os estragos mais relevantes destacam-se os danos em equipamentos, registados por 83 empresas, seguindo-se em janelas (50 casos), telhados e coberturas (55) e paredes, estruturas ou fachadas (50).

Os inquiridos assinalam ainda prejuízos vedações ou gradeamentos (13), painéis solares (5) e viaturas (5). As infiltrações e inundações, embora menos frequentes, também afetaram alguns estabelecimentos, com cinco e oito ocorrências, respetivamente.

No total, responderam ao inquérito 520 estabelecimentos – 51 dos quais declaram danos financeiros e 152 danos físicos -, maioritariamente localizados em Leiria (453, 87%), seguindo-se Batalha (20) e Porto de Mós (47).

Quanto ao tipo de atividade, o comércio é o sector mais representado entre as respostas, com 232 estabelecimentos, seguido da restauração (131), dos serviços (140), da indústria (9) e do turismo (8).

Apesar da dimensão dos prejuízos reportados, 355 empresas indicaram não prever a interrupção da atividade.

Perante estes dados, a Acilis conclui que “evidenciam que existe uma predominância de prejuízos materiais, nomeadamente em infraestruturas, locais de trabalho e equipamentos, bem como impactos operacionais que afetaram o normal funcionamento das empresas”.

“Estes danos traduzem-se não apenas em custos diretos de reparação e substituição, mas também em perdas indiretas associadas à interrupção ou ao condicionamento da atividade. Apesar de a maioria dos estabelecimentos inquiridos se encontrar em funcionamento, verifica-se que muitos não estão a laborar em pleno, essencialmente devido à falta de clientes, situação que continua a comprometer a recuperação económica das empresas afetadas”, adianta a associação.

A Acilis ainda aguarda “ainda “resposta de vários estabelecimentos localizados em freguesias que permanecem sem fornecimento de energia elétrica, água e telecomunicações, encontrando-se, por esse motivo, encerrados”.