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Governo disponibiliza apoio entre 500 mil e um milhão de euros para recuperar o Castelo de Leiria

O financiamento servirá para deixar o monumento como estava antes do dia 28 de janeiro.

Margarida Balseiro Lopes visitou o Castelo de Leiria esta quinta-feira FOTO: Tomás Graça

Um milhão de euros é até quanto pode chegar o apoio do Estado para a recuperação do Castelo de Leiria na sequência da depressão Kristin.

Margarida Balseiro Lopes, ministra da Cultura, Juventude e Desporto, anunciou hoje, numa visita ao monumento nacional, que o financiamento será “entre meio milhão e um milhão de euros” para deixar o castelo como estava antes do dia 28 de janeiro.

A governante explicou que o Património Cultural Instituto Público realizou três vistorias técnicas ao monumento – a 29 de janeiro, a 10 de fevereiro e a 4 de março – que permitiram fazer o levantamento dos danos e chegar ao valor do apoio agora anunciado.

“A nossa ambição é, em primeiro lugar, restabelecer a situação do Castelo como estava antes do dia 28 de janeiro e, para isso, o Fundo de Salvaguarda do Património Cultural tem já a verba necessária para as intervenções que os técnicos consideram necessárias para que o castelo volte a estar em condições de estar ao serviço da comunidade”, disse.

No entanto, há cerca de uma semana, a Câmara de Leiria anunciou que o monumento irá precisar de um investimento de dez milhões de euros. Margarida Balseiro Lopes admite que, “a médio prazo”, será preciso “trabalhar a resiliência do Castelo e de tudo aquilo que o rodeia” e trabalhar na sua transformação, conforme é ambição do Município.

A governante reafirmou que “se considerarmos a tempestade Kristin, o prejuízo anda entre 500 mil e um milhão de euros”, mas que no que diz respeito a “intervenções nas infraestruturas e numa lógica mais de resiliência, aí sim falamos de 5 milhões de euros e depois 4 milhões de euros”.

Após os primeiros trabalhos de recuperação, deverá ser possível reabrir o monumento ao público, a 22 de maio, Dia do Município, de acordo com a expetativa da Câmara de Leiria.

Por sua vez, Gonçalo Lopes, presidente da Câmara de Leiria, adiantou que está já a ser realizada uma intervenção no que diz respeito a condições de acessibilidade e segurança, que “estão garantidas com este investimento de 1 milhão de euros”. “Já temos uma proposta de orçamento só para a casa do guarda na ordem dos 250 mil euros”.

“Nós concordamos que há investimentos que são de emergência, que é o caso (…), e como foi dito, quando pensamos numa catástrofe deste género pensamos sempre nas questões de emergência, de resiliência e de transformação e foi nessa perspetiva que projetámos o castelo”, disse.

O autarca explicou que a intervenção no Castelo de Leiria será dividida em três fases. A primeira, que está a decorrer, é uma “fase rápida de recuperação”, que se prende com a recuperação da casa do guarda e reposição das condições de segurança.

A segunda fase diz respeito “à garantia da segurança das muralhas”, não só devido aos danos provocados pela depressão Kristin, mas também pelo “efeito normal de um monumento que tem este nível de exposição no cimo de um morro”.

O monumento entrará depois num “período de transformação” que, segundo Gonçalo Lopes, “já foi iniciado nos últimos anos com um forte investimento no castelo”, nomeadamente em obras de recuperação. Sublinhou também que haverá ainda “um trabalho significativo de arranjo paisagístico”.

O autarca disse que o Município está “contente e satisfeito” que o Ministério da Cultura tenha validado o valor estimado de obras, sublinhando que “este território precisa mesmo que este dinheiro, para estas três fases, possa ser contratualizado para que depois seja objeto de investimento no curto, médio e longo prazo”.

Questionada sobre os equipamentos desportivos na região de Leiria, que foram também severamente afetados pelas tempestades, Margarida Balseiro Lopes disse que está a ser desenvolvido o PTRR e que os apoios do Estado acontecerão “sempre nesse contexto”.

“Até porque estamos a falar de situações muito diferentes, em que há equipamentos que são dos Municípios e há outros que são de associações de clubes”, acrescentou.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto adiantou apenas que está em curso um trabalho no Centro de Alto Rendimento de Montemor-O-Velho, no distrito de Coimbra, onde o Governo vai investir mais de 2,5 milhões de euros.

“Nós temos competições europeias em junho e o Centro de Alto Rendimento de Montemor-O-Velho ficou muito danificado, colocando em causa a capacidade do país de acolher uma das mais relevantes competições a nível internacional e estamos a trabalhar com o presidente da Câmara precisamente para garantir que o investimento que é superior a 2,5 milhões de euros é realizado nos próximos três meses”, avançou.


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