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Burlas no arrendamento e compra de casas para férias disparam 78% na região de Leiria

O distrito de Faro lidera com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional), seguindo-se Setúbal (91 ocorrências), Lisboa (86) e Braga e Porto (72 cada), Aveiro (46), Leiria (41)

FOTO: Vitória Moleirinho

O distrito de Leiria é o sétimo do país com maior registo de burlas na aquisição e arrendamento de casas para férias, com um aumento de 78% no ano passado em comparação com o período homólogo anterior.

Numa altura em que se avizinha o aumento da procura, com o aproximar da época alta das férias, a GNR alertou a população, na quinta-feira, dia 16, para as burlas na aquisição e arrendamento de casas, em especial através de plataformas digitais, recomendando procedimentos de segurança preventivos.

A GNR refere em comunicado que no ano passado registou 725 burlas na aquisição e arrendamento de casas. Nos dois últimos anos, deteve três suspeitos ligados a estas atividades ilícitas.

“Embora se verifique uma ligeira redução de 5% [em 2025] face às 762 ocorrências de 2024, o fenómeno permanece disperso por todo o território, com especial incidência em zonas turísticas e grandes centros urbanos”, refere a Guarda.

O distrito de Faro lidera com 153 crimes (cerca de 21% do total nacional), seguindo-se Setúbal (91 ocorrências), Lisboa (86) e Braga e Porto (72 cada), Aveiro (46), Leiria (41), Santarém (38), Castelo Branco (21) e Viseu (20).

O crescimento acentuado deste tipo de crime em distritos do interior e do norte é evidente, com Portalegre a registar um aumento de 150% (quatro crimes em 2024 e 10 no ano passado), Viana do Castelo de 89% (nove para 17), Leiria 78% (23 crimes para 42) e Castelo Branco 75% (12 para 21).

A GNR lembra que o ‘modus operandi’ envolve o uso de fotografias de casas reais para criar anúncios fictícios com preços abaixo do mercado, visando atrair as vítimas pela vantagem económica.

O objetivo do método é, segundo as autoridades, levar a vítima a efetuar um pagamento imediato (sinal) para garantir a reserva, sem qualquer contacto presencial ou visita ao imóvel.

“A burla é frequentemente detetada apenas meses depois, quando o contacto do anunciante é desativado ou a vítima se desloca à morada, constatando que a mesma não existe ou não está disponível para arrendar”, indica a GNR.

As autoridades aconselham a população a desconfiar de “negócios irresistíveis” com preços muito abaixo da média da zona, a visitar presencialmente o imóvel, a investigar o anúncio, pesquisando se as mesmas fotografias aparecem em diferentes plataformas com contactos ou preços distintos.

Recomendam também à população pedir a identificação do anunciante, verificar se o titular da conta bancária para o pagamento corresponde ao nome fornecido e não ceder a pedidos de sinalização imediata sob pretexto de haver “muitos interessados”.


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