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Comunidade Intermunicipal do Oeste com resultado positivo de 3,9 milhões de euros em 2025

O resultado mantém a tendência de subida que já se registava nos anos anteriores, com a comunidade intermunicipal a fechar o ano com um saldo de gerência de 16 milhões de euros.

A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM) fechou 2025 com um resultado líquido positivo superior a 3,9 milhões de euros e um saldo de gerência de 16 milhões de euros, segundo os documentos de prestação de contas aprovados.

A comunidade, que integra os 12 municípios da região Oeste, chegou ao final de 2025 com um resultado líquido positivo de 3.919.955,52 euros, “resultante essencialmente das transferências e subsídios obtidos relativos a projetos financiados”, lê-se no documento de prestação de contas.

A verba, que espelha um aumento de cerca 343 mil euros relativamente ao ano anterior, resulta de uma execução orçamental em que as receitas tiveram um crescimento de 10,6% e o orçamento da despesa cresceu também 14%.

Em 2025, a cobrança efetiva de receita cifrou-se em 22,9 milhões de euros (ME), dos quais 22,8 ME foram receitas correntes e 183.736 euros receitas de capital.

O acréscimo relativamente a 2024 (ano em que a receita totalizou 20,5 ME) deveu-se, segundo o relatório, a “um incremento a nível das transferências correntes, tendo em conta o programa Incentiva+TP”.

O orçamento da despesa teve uma execução total de 18,1 ME, dos quais 17,4 ME despesas correntes e 654,678 euros despesas de capital.

O resultado mantém a tendência de subida que já se registava nos anos anteriores, com a comunidade intermunicipal a fechar o ano com um saldo de gerência de 16 ME (mais cinco ME do que em 2024), num sinal de “boa governação e coesão do Oeste”, afirmou o presidente da CIM, Hermínio Rodrigues (PSD).

De acordo com o relatório, apresentado na terça-feira à noite, o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial (PDCT) desenvolvido por esta entidade teve, em 2025, “uma taxa de execução de 100%”. Nesse âmbito, foram apoiados 73 projetos de entidades públicas (no valor de 50 milhões de euros) e 103 empresas, com um financiamento de cinco milhões de euros.

A OesteCIM tem atualmente em curso 55 projetos e prepara-se para iniciar outros nove, relacionados com os “três pilares fundamentais: mobilidade acessível, descarbonização e inovação na gestão territorial”.

Os documentos de prestação de contas foram aprovados por maioria, com duas abstenções do partido Chega.

A comunidade é composta pelos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e por Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa.