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Município aposta em habitação acessível para fixar população

Autarquia vai adquirir 14 imóveis devolutos para os colocar no mercado com rendas abaixo do preço médio de mercado.

FOTO: Joaquim Dâmaso

O Município de Figueiró dos Vinhos, no norte do distrito de Leiria, vai contrair um empréstimo de até 495 mil euros para criar habitação acessível. A medida, aprovada por unanimidade pelo executivo, financiará a aquisição de 14 imóveis devolutos, avançou o presidente da autarquia, Carlos Lopes, à agência Lusa.

O projeto visa reabilitar edifícios em ruínas ou abandonados na sede do concelho e no centro histórico, devolvendo-lhes a vida de outrora. Uma vez reconstruídos, os imóveis serão colocados no mercado com rendas estimadas em 40% abaixo do preço médio de mercado. Carlos Lopes detalha que esta estratégia constitui “uma espécie de uma revolução em termos urbanísticos”, priorizando a habitação a custos acessíveis.

O principal desígnio da autarquia é fixar e atrair população. Os alvos prioritários são os jovens casais que enfrentam rendas proibitivas na região, a classe média e profissionais essenciais cuja carência se faz sentir no território, nomeadamente médicos e forças de segurança. O autarca ambiciona ainda acolher cidadãos de concelhos vizinhos, como pessoas que trabalham em Coimbra onde a habitação escasseia.

A estratégia municipal delineada assenta, assim, num duplo eixo fundamental: promover o desenvolvimento económico local através da atração de investimento privado e, simultaneamente, assegurar condições habitacionais dignas, atrativas e perfeitamente compatíveis com os rendimentos das famílias.

A gestão deste património edificado será transmitida à Agência Intermunicipal Viver Região de Leiria, criada pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL). Segundo o autarca, este modelo inovador garante que o investimento não representará um endividamento pesado para o município.

Com o apoio de uma linha de financiamento a 85% e a absorção do projeto pela agência regional – que passará a cobrar as rendas -, o esforço financeiro da Câmara acaba por se anular.

Este plano local converge de forma plena com o Programa Intermunicipal de Habitação Acessível da CIMRL, que prevê criar entre 350 a 500 fogos nos seus 10 municípios integrantes, garantindo o acesso a rendas controladas e impulsionando a requalificação urbana em toda a região.


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