O artista plástico Nuno Sousa Vieira inaugura esta sexta-feira, 15 de maio, uma nova exposição em Lisboa, na galeria 3+1 Arte Contemporânea.
Segundo o texto de divulgação da galeria, em “Desisto – O que não vejo imagino” Nuno Sousa Vieira estabelece “um paralelismo entre o início do século XX, quando as vanguardas artísticas ditaram o abandono da figuração em favor da abstração, com o momento que vivemos atualmente”.
O título da exposição indica “uma recusa em compactuar com os mecanismos que danificam ativamente a imaginação e pensamento crítico”, funcionando a mesma “como um grito, uma catarse, o anúncio de uma ação decisiva, mas não uma rendição”.
Numa realidade em que a abundância de imagens e informação se agrava todos os dias com o crescente uso da inteligência artificial, “que permite a qualquer um imitar e, até mesmo, inventar a realidade”, a linguagem abstrata surge como “resposta ao excesso de realidade – muitas vezes construída mas vista como verdadeira”.
“E, tal como no século XX, esta resposta é um ato político”, acrescenta-se na informação sobre a exposição.
Na 3+1, Sousa Vieira, cuja prática multidisciplinar é assumidamente influenciada pelo próprio espaço de trabalho, relembra que a pintura é “um lugar de acontecimento e o artista deve ter algo a dizer com as suas obras”.
A nova individual do artista de Leiria é, por isso, “um ato de resistência que é explicado na segunda parte do título: o visível não é obrigatório, o imaginado não precisa de deixar de o ser”.
A exposição abre às 18 horas desta sexta-feira e fica patente até 12 de setembro.