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Dança, teatro e adufes dão vida a eira da aldeia da Torre na Batalha

Primeiro de três momentos de programação acontece este sábado, dia 13, dedicado às danças tradicionais do mundo.

A nova temporada de Música na Eira, na aldeia da Torre, no concelho da Batalha, arranca amanhã, sábado, com danças do mundo, no início de uma programação que integra teatro e adufes da Covilhã.

Promovida pela associação Aldeia Pintada, a iniciativa pretende recuperar a vida que as eiras daquela aldeia tinham antigamente, afirmando-se como lugar de encontro, tanto para trabalho como para convívio.

“Agora, tal como antigamente, a eira transforma-se num palco no qual todos são convidados a participar. Este evento pretende ser espaço de acesso a novas experiências, um estímulo ao encontro intergeracional e um meio para o diálogo a partir da arte”, anunciou a organização. 

Nesta edição, está em destaque a eira do Zé Ferreira, no coração da aldeia, que se assume como palco dos três momentos de programação.

A primeira sessão é no sábado, dedicada a danças tradicionais do mundo.

A partir das 18h30 há oficina de danças com a associação Espírito Claro, seguindo-se um concerto do Folk à Solta Duo, anunciado como “uma viagem cultural” através da música de países como Portugal, França, Bélgica, Turquia ou Moldávia.

“Depois, a noite continua em ‘jam’ tradicional aberta, para quem quiser tocar, cantar ou deixar-se ficar”, acrescentou a Aldeia Pintada.

Para o dia 12 de julho, está agendado teatro na eira do Zé Ferreira, com a peça “Já experimentaste azeitonas?”, uma comédia da companhia Nem Marias Nem Manéis.

A fechar Música na Eira, a tradição beirã das adufeiras da Casa do Povo do Paúl, da Covilhã, distrito de Castelo Branco, mostra-se na aldeia da Torre em 9 de agosto.

“Falamos de um projeto de vozes femininas que utiliza instrumentos tradicionais como o adufe ou a peneira para recuperar literatura popular, em formato de cancioneiro, de lengalengas ou trava‑línguas”, descreveu a organização.

Para a eira do Zé Ferreira anuncia-se, por isso, “uma celebração viva da memória e da expressão comunitária”.