Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Ministra do Ambiente apela à limpeza da madeira caída: “é talvez a pior herança das tempestades: são milhões de árvores”

“Os caminhos estão limpos”.Segue-se uma segunda fase de intervenção destinada à remoção da madeira caída e à recuperação dos terrenos.

A remoção das milhões de árvores derrubadas é um desafio que vai mobilizar a região nos próximos meses. No final de uma visita a zonas florestais afetadas pelo temporal, na tarde desta quarta-feira, na Batalha, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que a fase mais urgente da resposta aos estragos provocados pela tempestade está concluída, com os caminhos florestais já desobstruídos. Todavia, reconheceu que existe uma longa tarefa de limpeza pela frente.

“Os caminhos estão limpos”, sublinhou, acrescentando que existe agora uma segunda fase de intervenção destinada à remoção da madeira caída e à recuperação dos terrenos.

Para apoiar esse trabalho, o Governo criou uma linha extraordinária de financiamento de 41 milhões de euros, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Fundo Ambiental, destinada aos 26 municípios mais afetados pelos danos na floresta. A Batalha integra esse conjunto de concelhos e já apresentou a respetiva candidatura.

Segundo Maria da Graça Carvalho, os proprietários florestais que tenham condições para proceder à remoção da madeira pelos próprios meios poderão receber apoios entre mil e 1.500 euros por hectare, em função do grau de destruição existente nos terrenos. Nos casos em que os proprietários não consigam assegurar essa tarefa, caberá aos municípios promover a limpeza.

A ministra frisou que esta medida extraordinária é distinta das obrigações legais de gestão de combustível, que determinam a limpeza de faixas de proteção em redor de habitações e povoações até 30 de junho.

As câmaras municipais têm até 29 de junho para apresentar candidaturas ao financiamento, embora o Governo esteja a incentivar uma adesão rápida, garantindo processos de aprovação e pagamento acelerados.

Apesar do avanço conseguido nos últimos meses, a governante reconheceu que a recuperação total da floresta será demorada. “Há muitas árvores, principalmente as maiores, no chão, e precisam de ser removidas para que depois tudo comece a nascer”, afirmou.

O objetivo passa por ter “a maior parte” do trabalho de limpeza realizado até ao final do ano. Entre as dificuldades identificadas estão a escassez de empresas especializadas e a falta de mão de obra.

“Foi muito traumático, foi uma grande tempestade que afetou especialmente esta região Centro”, afirmou, manifestando a expectativa de que o verão decorra sem incidentes e permita acelerar os trabalhos de recuperação.


Deixar um comentário