A Câmara da Nazaré e o Museu Dr. Joaquim Manso lançaram a Bienal de Fotografia Álvaro Laborinho, iniciativa que homenageia o legado artístico do antigo ministro e pretende estimular a produção fotográfica ligada ao mar e à vila piscatória.
A primeira edição da bienal arranca este ano, numa parceria entre a Câmara da Nazaré e o museu, detentor do espólio de Álvaro Laborinho Lúcio (1941–2025), antigo ministro da Justiça, escritor e juiz conselheiro jubilado, natural desta vila, à qual manteve ligação até à sua morte, aos 83 anos.
A bienal “pretende afirmar-se como um novo espaço de valorização da fotografia contemporânea em Portugal, homenageando simultaneamente o legado artístico de Álvaro Laborinho, um dos mais importantes fotógrafos ligados à história e identidade da Nazaré”, divulgou a autarquia numa nota sobre a iniciativa que propõe “um diálogo entre o legado fotográfico do autor e as práticas artísticas contemporâneas”.
De acordo com a Câmara, a obra de Álvaro Laborinho Lúcio “constitui um testemunho singular sobre a Nazaré da primeira metade do século XX, revelando as transformações sociais, económicas e culturais de uma comunidade profundamente marcada pelo mar”.
Mais do que um registo documental, “o seu trabalho afirma-se como construtor de uma memória visual coletiva, onde o quotidiano se entrelaça na construção de uma identidade territorial”, pode ler-se na deliberação em que a autarquia justifica o lançamento da bienal com o objetivo de “estimular a produção fotográfica enquanto linguagem crítica e interpretativa, incentivando abordagens que questionam, reinterpretam ou expandam as noções de território, paisagem e comunidade”.
Nesta primeira edição, as entidades promotoras convidam fotógrafos residentes em Portugal a apresentarem trabalhos originais que explorem, de forma criativa e contemporânea, as temáticas “O Mar”, “A Terra” e “A Comunidade”.
Até ao dia 21 deste mês cada participante poderá submeter até duas obras originais que serão alvo de um processo de avaliação.
O júri selecionará até 40 obras para integrarem a exposição da Bienal, que estará patente no Centro Cultural da Nazaré, entre os dias 17 de outubro e 22 de novembro de 2026.
A iniciativa contempla ainda a atribuição de três prémios de aquisição, no valor de 2.500, 1.500 e 500 euros, respetivamente para o primeiro, segundo e terceiro classificados.
As normas de participação, tal como o formulário de candidatura e toda a informação necessária, estão, a partir de hoje, disponíveis nos canais oficiais da Câmara Municipal da Nazaré.