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Reposição definitiva de comunicações na região de Leiria ainda pode demorar

Ministério das Infraestruturas e Habitação estima em cerca de mil o número de acessos por repor no que toca à rede fixa de telecomunicações.

Governo admite que reposição definitiva das infraestruturas possa demorar até um ano e meio FOTO: Joaquim Dâmaso

No início de agosto, eram cerca de mil os acessos à rede fixa de telecomunicações que continuavam afetados, na sequência da tempestade Kristin, na Marinha Grande, a par com Leiria, Pombal, Alcobaça e Ourém. Isso mesmo é assegurado pelo ministério das Infraestruturas e Habitação em resposta a questões colocadas por deputados do PS, na Assembleia da República.

Segundo a resposta do Ministério das Infraestruturas e Habitação, a tempestade Kristin, causou danos avultados nas redes de comunicações: mais de 200 mil acessos fixos e cerca de 300 mil utilizadores móveis chegaram a ficar sem serviço. A 1 de fevereiro contabilizavam-se 77.792 acessos fixos afetados em todo o país, número que caiu para menos de mil a 4 de agosto. Ainda assim, Marinha Grande continua entre os concelhos mais penalizados, a par de Leiria — o mais afetado, com 272 acessos por repor —, Pombal, Alcobaça e Ourém.

O Governo justifica a lentidão da recuperação com a dimensão dos estragos e as dificuldades no terreno com a realização dos trabalhos.

Segundo os operadores, explica ainda o ministério, muitas das soluções em vigor são provisórias, prevendo-se que a reposição definitiva das infraestruturas possa demorar até um ano e meio.

O executivo garante acompanhamento permanente, prometendo privilegiar soluções estruturais como o enterramento de cabos e o reforço da redundância das redes, incluindo conectividade via satélite.


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