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Mário Lopes cria obra de 3,5 metros no Iraque inspirada nos Jardins Suspensos da Babilónia

Escultor de Leiria integra o grupo de 20 artistas internacionais no Simpósio de Escultura de Bagdad, onde cria uma obra original para o espaço público da capital iraquiana.

Mário Lopes está a trabalhar blocos de pedra que viajaram desde Omã para a capital do Iraque

Há um leiriense entre os 20 escultores internacionais que participam no Simpósito de Escultura de Bagdad. Mário Lopes está no Iraque a criar uma obra original para o espaço público da capital do Iraque. Até ao final de outubro trabalhará na Universidade Al-Turath, desenvolvendo uma peça original, com 3,5 metros de altura, inspirada nos Jardins Suspensos da Babilónia. “Horti pensilis” será talhada a partir de pedra de Omã.

Sem receio das tensões que agitam o Médio Oriente, Mário Lopes espera que a situação esteja “mais estável” do que há uns meses, quando o início da guerra entre Estados Unidos e Irão obrigou ao adiamento do simpósio.

Por outro lado, o escultor mostra-se motivado por estar a ajudar a criar para o espaço público de um território cujo património cultural foi muito afetado pelo Estado Islâmico:

“Este simpósio é um evento muito rico e muito interessante nesta fase do Iraque, que se está a reestruturar depois de todos os conflitos que teve nas últimas décadas”.

Há muito habituado a participar em simpósios internacionais – já esteve na Argentina, Arábia Saudita, Japão, Alemanha, China, Taiwan ou Irão -, Mário Lopes assume ser “um orgulho e um prazer poder levar um pouco de Portugal e da minha cultura mundo fora”.

Além disso, “o simpósio no Iraque tem um significado especial: estamos a falar da antiga Babilónia, o berço da nossa civilização”, conclui.