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Prisão preventiva para dois homens suspeitos de crimes violentos em Leiria e Lisboa

Em Leiria, os dois homens estão indiciados por uma tentativa de carjacking em Monte Redondo e por roubos a uma instituição de crédito na cidade de Leiria e a uma ourivesaria em Caranguejeira.

Uma pessoa com uma mochila com o emblema da Polícia Judiciária está junto a uma montra. Na montra veem-se anúncios da Maxpay, da MoneyGram e de pagamentos por Pix no Brasil.
Instituição bancária no centro de Leiria foi assaltada em julho passado. Foto de arquivo FOTO: Joaquim Dâmaso

Os dois homens, com 25 e 38 anos, “suspeitos de integrarem um grupo criminoso que, nos últimos meses, se vinha dedicando à prática de diversos crimes violentos com recurso a armas de fogo”, na zona de Leiria e Lisboa, vão aguardar o desenvolvimento do inquérito em prisão preventiva.

Em Leiria, são suspeitos de uma tentativa de carkacking em Monte Redondo, um assalto a uma instituição de crédito na cidade de Leiria e ainda numa ourivesaria em Caranguejeira.

Os dois suspeitos, foram detidos na terça-feira pela Polícia Judiciária (PJ) e foram presentes esta tarde a um juiz de instrução criminal de Leiria, que determinou a medida de coação mais gravosa aos dois arguidos, que estão “fortemente indiciados de um crime de roubo agravado e outros”, afirmou hoje à agência Lusa fonte judicial.

Na quarta-feira, a PJ, em comunicado, anunciou que, através do Departamento de Investigação Criminal de Leiria e em estreita articulação com a Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, deteve, na cidade de Lisboa, os dois cidadãos.

“Estão em investigação crimes de abuso de confiança agravado, roubo agravado, detenção de arma proibida, falsificação de documentos e associação criminosa”, adiantou o comunicado da Judiciária.

De acordo com a PJ, os arguidos “alugavam viaturas em empresas de rent-a-car”, mas não procediam à sua entrega, e, para poderem continuar a usá-las, “colocavam placas de matrícula diferentes”, embora de viaturas idênticas.

“Outras viaturas usadas foram roubadas em plena via pública, com recurso a armas de fogo, consubstanciando o que é policialmente conhecido por ‘carjaking’”, explicou o comunicado, assinalando que “os suspeitos usavam essencialmente vestuário escuro e acessórios adequados para ocultar as feições, bem como luvas”.

Os crimes em investigação ocorreram nas zonas de Lisboa e de Leiria, entre junho e este mês.

Em inquéritos a cargo do Departamento de Investigação Criminal de Leiria, os homens estão indiciados pelos crimes de roubo agravado e associação criminosa, na sequência de um ‘carjaking’ na forma tentada, em Monte Redondo, concelho de Leiria, de um roubo numa instituição de crédito na cidade de Leiria e ainda numa ourivesaria em Caranguejeira, também no concelho de Leiria.

Já em inquéritos a cargo da Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo, os dois suspeitos “estão indiciados pela prática de, pelo menos, um crime de roubo agravado na via pública e de um ‘carjaking’” na forma tentada, este ocorrido no domingo, no Carregado (Lisboa), de que foi vítima um casal de idosos, “bem como de um roubo agravado a uma loja de conveniência, cujas imagens foram amplamente divulgadas nas redes sociais”.

O comunicado acrescentou que “na área metropolitana de Lisboa os suspeitos estão ainda referenciados pela prática de outros crimes idênticos”, pelo que a investigação prossegue.

“A Polícia Judiciária está convicta de ter desmantelado um grupo criminoso que, dada a violência das suas atuações, vinha criando receio e alarme social generalizado”, salientou.

Ainda de acordo com o comunicado, “os dois suspeitos têm moradas temporárias, há alguns anos, na zona metropolitana de Lisboa e também em Leiria”, para não serem controlados pelas autoridades.

Fonte da PJ afirmou à Lusa que este grupo não se cinge aos dois detidos, que “têm autorização de residência temporária no país, estando identificados outros dois suspeitos com mandados de detenção já emitidos”.

Os arguidos foram detidos no parque de estacionamento do Centro Comercial Colombo, em Lisboa.

Segundo esta fonte, “a atuação deste grupo antecipava um risco cada vez maior e com consequências mais gravosas para potenciais vítimas, dada a escalada de violência que se estava a verificar nos sucessivos crimes”.


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