A simpatia, disponibilidade e confiança podem ser utilizadas para furtar o interior de residências. O aviso é do Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública, que hoje divulgou um alerta para “um tipo de ocorrência em que os autores poderão aproveitar-se da simpatia, disponibilidade e confiança das vítimas para conseguir aceder ao interior das suas residências e, posteriormente, subtrair bens”.
A PSP refere que já se registaram alguns episódios deste género na área do Comando Distrital de Leiria, mas explica que “este tipo de ocorrência poderá verificar-se em diferentes pontos do território nacional”.
E em que consiste esta abordagem? Os visados são, sobretudo, pessoas mais idosas ou que se encontrem sozinhas. Geralmente, uma ou mais mulheres apresentam “um pretexto aparentemente inofensivo para iniciar uma conversa e obter a sua confiança”, adianta a PSP.
Como? “Pedir um copo de água, solicitar um pedaço de papel para deixar um recado a um vizinho, perguntar por determinada pessoa ou apresentar qualquer outro motivo aparentemente banal poderá ser utilizado para conseguir que a vítima, sem suspeitar das verdadeiras intenções de quem a aborda”.
Desta forma, é facilitado o acesso à residência. E, uma vez no interior, “enquanto uma ou mais pessoas poderão manter a vítima distraída, um terceiro elemento poderá aproveitar a situação para entrar na habitação ou percorrer outras divisões, procurando bens de valor”.
Em suma, adianta a PSP, uma “abordagem aparentemente banal poderá ser utilizada para criar uma oportunidade para a prática de um crime”.
Por esta razão, a PSP deixa o apelo: “não permitir a entrada de desconhecidos nas residências, mesmo quando estes apresentem pedidos aparentemente simples, legítimos ou inofensivos”.
É importante, referem ainda as autoridades, desconfiar de abordagens inesperadas e, perante pedidos de ajuda, “procurar prestar auxílio sem abrir a porta ou permitir o acesso ao interior da habitação”.
A PSP recomenda, em particular, que não seja permitida a entrada de desconhecidos em casa, independentemente do motivo apresentado, e que as pessoas não se deixem pressionar pela simpatia ou insistência de quem pede ajuda.
Se alguém disser que pretende contactar um vizinho, por exemplo, não é necessário acompanhá-lo ao interior da residência. Perante pedidos de água, papel, utilização do telefone ou qualquer outro auxílio, a recomendação é procurar uma alternativa que não implique a entrada da pessoa em casa.
Se houver dúvidas sobre as verdadeiras intenções de quem aborda, a PSP aconselha a não hesitar em terminar a conversa e fechar a porta. Se alguém entrar na residência sem autorização, a orientação é procurar manter a calma, evitar o confronto e contactar a PSP.
A autoridade deixa ainda um conselho simples: se for necessário atender um desconhecido, deve manter-se a porta fechada enquanto decorrer a conversa. Uma pessoa bem-intencionada, sublinha a PSP, compreenderá esse comportamento.
Perante uma situação suspeita ou uma emergência, deve ser contactado de imediato o 112.
A PSP deixa ainda um apelo à comunidade: este alerta deve chegar também a quem poderá estar mais vulnerável a este tipo de abordagem.
Filhos, netos, familiares, amigos e vizinhos poderão desempenhar um papel fundamental, conversando com as pessoas mais idosas ou que vivem sozinhas sobre estes riscos e recordando-lhes que não têm de abrir a porta ou permitir a entrada de desconhecidos, mesmo quando estes aparentem precisar apenas de uma pequena ajuda.