O Governo tem falado em simplificar a vida dos cidadãos e das empresas. O que significa, na prática, essa simplificação?
A análise que fazemos mostra que Portugal está afogado em burocracia. Os cidadãos e as empresas enfrentam um verdadeiro calvário administrativo. Para se ter uma ideia, em Portugal, abrir uma empresa demora em média 356 horas. Um pequeno empresário gasta mais de 390 horas por ano em obrigações legais e administrativas. Isto significa que, só no primeiro ano, entre a abertura e as obrigações legais, um empresário português perde mais de 750 horas com burocracia. Se compararmos com a Polónia, falamos de 19 horas e, na Eslováquia, 272 horas. Ou seja, o empresário português parte logo com um atraso que dificilmente recupera.
“Queremos um Estado que confie nos cidadãos e que simplifique a vida das pessoas”
Gonçalo Matias, ministro Adjunto e da Reforma do Estado, defende uma transformação profunda, com menos burocracia, mais digitalização e foco no cidadão. Na primeira entrevista a um jornal regional, fala das mudanças em curso, do peso da máquina do Estado e das prioridades para os próximos anos. Leiria vai ter, ainda durante este mês de novembro, um novo Espaço do Cidadão. Em primeira mão, revela que as empresas vão ter a “carteira digital” já em janeiro