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Pombal

Mau tempo: Empresa de Pombal diz que “maior drama” é a falta de energia e comunicações

O diretor da empresa, que emprega cerca de 100 pessoas nas Meirinhas, disse que ainda se está a avaliar a extensão dos estragos provocados pelo mau tempo.

FOTO: JD

A empresa Adelino Duarte da Mota, fornecedora de matéria-prima da indústria da cerâmica, em Pombal, sofreu danos estruturais em fachadas e telhados, mas apontou como “maior drama” a falta de eletricidade e comunicações que impedem a operação.

Um dia depois da passagem da depressão Kristin pelo território português, que deixou um rasto de destruição, o diretor de operações da Adelino Duarte da Mota, empresa localizada nas Meirinhas, em Pombal, classificou como “maior drama” a falta de energia elétrica e de comunicações que ainda se fazem sentir nesta região.

A Lusa conseguiu contactar Fernando Nogueira Leite pelas 11 horas, porque o responsável se deslocou à sede do concelho.

O diretor da empresa, que emprega cerca de 100 pessoas nas Meirinhas, disse que ainda se está a avaliar a extensão dos estragos provocados pelo mau tempo, nomeadamente o vento muito forte, descrevendo, no entanto, danos em fachadas, no telhado, em vigas.

“Temos danos estruturais que comprometem a operação, mas temos parte da unidade que está pronta para trabalhar, só precisamos de abastecimento de energia elétrica. E esse é, neste momento, o nosso maior drama. Temos clientes que estão na iminência de parar por deixarem de ser abastecidos pela matéria-prima que nós fornecemos e isso pode acontecer por não termos energia elétrica”, afirmou.

Fernando Nogueira Leite referiu que a empresa dispõe de produto acabado que pode entregar, mas salientou que não o pode fazer por falta de energia elétrica.

“Temos alguns geradores, mas que não são suficientes para garantir a operação”, apontou, explicando que estão a ser efetuados contactos, pelas vias oficiais, com a E-Redes.

O responsável frisou que a empresa precisa desesperadamente de eletricidade e comunicações “para poder garantir o mínimo de operacionalidade e de iniciar os trabalhos de reabilitação de parte da unidade que foi afetada”.

“Nós temos capacidade de operar mesmo em situações transitórias e provisórias de emergência, até porque temos fachadas que foram completamente arrancadas, mas poderemos encontrar uma solução de recurso para operar provisoriamente e em situação de emergência, mas sem energia elétrica e sem comunicação não conseguimos operar”, reforçou ainda.

Cerca de 450 mil clientes da E-Redes em Portugal continental estavam às 8 horas de hoje sem eletricidade, com o distrito de Leiria a concentrar a maior parte das situações.


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