Procurar
Assinar

Subscreva!

Newsletters RL

Saber mais

Politécnico de Leiria estuda impacto da Kristin na população

O Politécnico de Leiria criou um inquérito, no qual se pretende averiguar o nível da gravidade dos danos e a qualidade de vida da população após a calamidade.

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) está a estudar o impacto da depressão Kristin junto da população para no futuro entidades locais e nacionais melhorarem a resposta, disse à agência Lusa o investigador Ricardo Cavadas.

“Aquilo que nós queremos é gerar recomendações para o Governo, autarquias, para as instituições nacionais, proteção civil, empresas de infraestruturas, de energia e telecomunicações, para desenhar campanhas de comunicação e modelos de liderança que reforcem toda a confiança institucional nessas instituições”, afirmou Ricardo Cavadas.

Denominado “Sistemas de resposta a crises, impacto da tempestade Kristin”, o estudo do Politécnico de Leiria, através do Centro de Investigação Aplicada em Economia e Gestão (CARME, na sigla em inglês), sediado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, está a ser desenvolvido por Ricardo Cavadas, investigador principal, e Alzira Marques, coordenadora científica.

O estudo surgiu da constatação do estado de destruição do concelho de Leiria e de concelhos vizinhos, originada pela depressão Kristin, em 28 de janeiro.

“Começámos a ouvir muitas notícias, muita contagem de telhados partidos, de empresas destruídas, mas julgámos que faltava dar um bocadinho de voz ao cidadão e perceber, realmente, o que é que se estava a passar com o cidadão”, declarou Ricardo Cavadas, investigador na área do marketing social.

Segundo o docente do Politécnico, a investigação quis “dar voz à população”, numa “abordagem de baixo para cima, para avaliar quem é que viveu o problema e depois toda a estrutura intermédia entre vizinhos, familiares por aí fora”, assim como empresas, e “depois dar o suporte futuro para ações que os governos, as autarquias, a proteção civil, possam dar como resposta às pessoas, portanto, para o bem público, para o bem-estar social”.

O estudo começou há três semanas e prevê-se que a recolha de testemunhos esteja terminada no fim deste mês. Para já, tem meia centena respostas, a grande maioria do distrito de Leiria, mas o objetivo é duplicar, para abranger todos os concelhos que estiverem sob o estado de calamidade. Os interessados podem participar em tinyurl.com/temp-kristin.

O inquérito pretende saber o nível da gravidade dos danos que as pessoas tiveram e “se tinham ou não seguro e que coberturas”, assim como se foram afetadas pela interrupção de serviços essenciais (água, luz, telecomunicações, rodovias, educação, saúde, e equipamentos desportivos e sociais).

O trabalho quer também aferir “o impacto da solidariedade das pessoas, o capital social, a liderança percebida das pessoas, das autarquias e do Governo”, declarou Ricardo Cavadas, referindo ainda que o estudo pretende também “analisar qual a qualidade de vida das pessoas após a intempérie e a sustentabilidade que resultou” dos pilares social, económico, ambiental e institucional.

Os resultados vão ser remetidos “para a parte científica, quer depois para as autoridades, quer locais, quer nacionais, como modo de alterar comportamentos de comunicação aos cidadãos”, adiantou o investigador.

Para já, alguns resultados preliminares indicam que “as pessoas se sentiram muito abandonadas durante a crise” do mau tempo, antecipou Ricardo Cavadas.


Deixar um comentário