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Sociedade

Hospital de Leiria recebeu 545 feridos em acidentes de limpeza e reconstrução

Ontem, sábado, deram entrada 110 pessoas feridas nas urgências do hospital de Leiria e, este domingo, 42 até às 15h30, informou a ULSRL.

ULSRL apela a que os cidadãos recorram às urgências em situações de extrema necessidade FOTO: Joaquim Dâmaso

O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin.

Segundo adiantou fonte hospitalar à agência Lusa, no sábado entraram 110 feridos, sendo que até às 15h30 deste domingo chegaram 42 feridos àquela unidade hospitalar que integra a Unidade Local de Saúde da Região de Leiria (ULSRL).

“O valor acumulado é 545 feridos”, referiu a mesma fonte, que reporta dados desde o início da depressão Kristin, que ocorreu na quarta-feira.

Os últimos dados da ULSRL, relativos a entradas até às 13 horas de sábado, indicavam 424 feridos.

Quinze pessoas assistidas por intoxicação com origem em geradores

Quinze pessoas deram entrada no hospital de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores localizados no interior de habitações, caves ou garagens, desde quarta-feira.

No sábado, a ULSRL apelou à população, dado o “aumento significativo da afluência ao serviço de Urgência, nomeadamente de doentes com traumatismos”, para que “adote todas as medidas de segurança durante os trabalhos em curso no âmbito das ações de limpeza e reconstrução, prevenindo acidentes e novos traumatismos”.

A ULS exortou de novo os cidadãos para que recorram ao serviço de Urgência apenas em situações de extrema necessidade, pois “encontra-se totalmente focada na resposta assistencial à situação de emergência, em articulação permanente com a Direção Executiva do SNS [Serviço Nacional de Saúde] e com a Proteção Civil”.

Município de Leiria apela a cuidados perante as várias situações de perigo

A Câmara de Leiria reforça também o apelo à população para os cuidados a ter em várias situações, desde o recurso a geradores, reparação de coberturas, postes, cabos e armários de eletricidade e estruturas instáveis.

Geradores (a combustão)

Sendo o gerador um equipamento que liberta monóxido de carbono (gás muito prejudicial à nossa saúde), deve ser colocado, no mínimo, a 6 metros de distância de qualquer edifício, recomenda a autarquia. No interior, as janelas abertas não impedem a sua acumulação. Se os cidadãos sentirem dores de cabeça, náuseas, tonturas, deverão deslocar-se para o ar livre e ligar 112.

Reparação de coberturas

Se os cidadãos tiverem de subir ao telhado, devem assegurar que que não o fazem sozinhos e procurem ter o máximo de condições de segurança.

Postes, cabos e armários de eletricidade

Não mexer nem tocar em postes, cabos e armários de eletricidade. Mesmo que não tenham energia, deverão ser manuseados por profissionais, insiste a autarquia.

Estruturas instáveis

Muitas árvores, postes, edifícios e outros que, apesar de não terem caído com a depressão Kristin, ficaram inclinados e bastante instáveis. Os solos acumularam por outro lado, muita água e podem não continuar a suportar estas estruturas. Considerando a previsão do agravamento do tempo a partir de hoje (chuva persistente e ventos fortes), as condições de estabilidade das estruturas poderão piorar, pelo que o município recomenda à população para não circular e não deixar viaturas nesses locais.


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