Três anos depois, o episódio repetiu-se e obrigou à retirada de 21 moradores de dois prédios de habitação no centro de Leiria.
Parte do morro do cemitério de Leiria caiu durante a madrugada deste domingo, cerca das duas da manhã, nas traseiras de dois prédios na rua de São Miguel, próximo do parque de estacionamento da Fonte Quente, em Leiria.



No final de 2022, um prédio, ao lado dos dois edifícios que hoje foram evacuados, ficou seis meses interdito.
Ao REGIÃO DE LEIRIA, o vereador da Proteção Civil da Câmara de Leiria explicou que se tratou de uma “evacuação preventiva de dois prédios”, “devido a um movimento de massas na traseira dos prédios”, uma vez que “de noite, era impossível verificar a dimensão do movimento de massas e os danos nos edifícios”. “Como tal, o entendimento foi evacuar todos os moradores, no total de 21, em que 15 deles foram para um centro de apoio à população que temos na Cruz d’Areia e seis ficaram em casa de familiares”, afirmou Luís Lopes.
Já durante o dia de hoje, as equipas de Urbanismo e Proteção Civil da Câmara de Leiria procederam a uma vistoria, onde ficou decidido “manter a evacuação das infraestruturas, até conseguirmos ter melhores condições para aferir se houve ou não danos estruturais”. Durante a próxima semana, as equipas voltarão a realizar vistorias nos edifícios.
Luís Lopes explicou ainda que todas as decisões foram acompanhadas pelos moradores, “com calma e tranquilidade, para que pudessem pernoitar em segurança”.
Em dezembro de 2022, o prédio nº 20 daquela rua, onde moravam 11 pessoas, também sofreu uma derrocada e os moradores foram retirados das suas habitações. Durante seis meses, o prédio ficou interdito e só depois da correção de um talude, com a construção de um com um sistema de pregagens, ou seja, uma estrutura que foi colocada na encosta, semelhante a “pregos gigantes”, em que foi aplicada uma rede, para conter eventuais deslizamentos, é que os moradores puderam voltar às suas habitações.