



“Renascer Região de Leiria” é o nome do stand da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL) na edição de 2026 da BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, na FIL – Feira Internacional de Lisboa, onde a Comunidade marca presença com os seus 10 municípios.
O evento arrancou na quarta-feira e foram muitos os autarcas que estiveram presentes, destacando um espaço que se assume como um símbolo de afirmação e esperança, reforçando a aposta na promoção turística do território e na valorização da sua oferta, numa fase em que a região continua a recuperar dos impactos da tempestade Kristin.
Num momento carregado de significado, a CIMRL promoveu a “Sessão de Reconhecimento da Solidariedade Nacional”, homenageando pessoas e entidades que tiveram um papel determinante na resposta à catástrofe.
A iniciativa procurou, acima de tudo, sublinhar a capacidade coletiva de superação e a força de uma região que se recusa a baixar os braços.
Na sua intervenção, o presidente da CIMRL, Jorge Vala, destacou que este foi um momento para “reconhecer essa força” e “afirmar que não esquecemos quem esteve connosco”, lembrando a onda de solidariedade que percorreu o país.
Sublinhou ainda que “o turismo é uma das faces visíveis da nossa identidade coletiva”, sendo essencial para mostrar ao mundo uma região de património, natureza e autenticidade.
O também presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós reforçou a mensagem de confiança no futuro, firmando que “a região de Leiria está viva, está de pé e está pronta para continuar a receber quem nos visita”.
Evocando os momentos difíceis vividos após a tempestade, salientou que “a tempestade Kristin marcou-nos, mas não nos definiu”, acrescentando que o que verdadeiramente caracteriza o território “é a capacidade de nos levantarmos e de o fazermos juntos”.
Também o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, natural de Ansião e um dos homenageados, evocou a dimensão excecional do fenómeno, afirmando que “aquilo que aconteceu na região de Leiria não tem paralelo”. O governante destacou a resposta inicial das entidades no terreno, sublinhando que, “nas primeiras horas, deram uma resposta muito competente naquilo que era a função da proteção civil”, numa operação que envolveu autarquias, bombeiros, forças de segurança e diversos agentes de proteção civil.
Rui Rocha enalteceu as características da região, considerando que “Leiria mostrou mais uma vez a sua resiliência e a sua resistência”, descrevendo-a como um território marcado “pelo empreendedorismo, pela ambição, pela ousadia e também pela solidariedade”. Num tom de humildade, afirmou não se considerar merecedor da distinção, lembrando que “a nossa obrigação no Governo é estarmos ao dispor dos cidadãos”.