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Esculturas do Mosteiro de Alcobaça reforçam proteção com apoio internacional em 2026

Apoio incide sobre as esculturas em terracota dos séculos XVII e XVIII.

As esculturas em terracota do Mosteiro de Alcobaça integram o conjunto de 21 projetos apoiados em 2026 pela World Monuments Fund (WMF), no âmbito de um investimento global superior a 7 milhões de dólares destinado à proteção do património cultural.

O anúncio, feito a 11 de fevereiro, abrange intervenções em cinco continentes, envolvendo ações de conservação física, planeamento, formação e gestão patrimonial.

No caso de Alcobaça, o apoio incide sobre as esculturas dos séculos XVII e XVIII, exemplos raros de escultura de grande escala integrados num conjunto classificado como Património Mundial pela UNESCO.

Segundo a WMF, a fragilidade material das peças e a sua exposição ambiental representam riscos continuados, estando em curso ações de angariação de fundos para assegurar a sua preservação, com intercâmbio de conhecimento científico e formação profissional, em parceria com a Museus e Monumentos de Portugal.

A 15 de janeiro de 2025, as esculturas de terracota do Mosteiro foram selecionadas para o Programa Watch da WMF, num universo de cerca de 200 candidaturas, reconhecimento que evidenciou o seu valor patrimonial.

Um ano depois, o primeiro aniversário dessa nomeação foi assinalado com a inauguração da exposição “Anjos… de visita à família”, organizada em articulação com o Museu Nacional de Arte Antiga.

Patente ao público até 11 de junho de 2026, no Parlatório do Mosteiro, a mostra reúne, pela primeira vez em Alcobaça, duas esculturas de anjos músicos e um Arcanjo Gabriel, produzidos no monumento e integrados no acervo do Museu Nacional de Arte Antiga.

As peças regressam temporariamente ao espaço onde foram concebidas, juntando-se às 189 esculturas em terracota do acervo do Mosteiro.