António Lopes, de 26 anos, e António Raimundo, de 36, naturais da Benedita, foram ordenados padres no passado domingo, durante uma celebração presidida pelo Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, na Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos. Os dois beneditenses integram o grupo de oito novos padres da Diocese de Lisboa.
A cerimónia reuniu familiares, amigos e membros das comunidades paroquiais de origem dos ordinandos, assinalando um momento significativo para a comunidade católica da Benedita.
Conhecido desde criança por “Tó Zé”, António Lopes descobriu a vocação sacerdotal ainda jovem, num percurso marcado pela participação na catequese, no grupo de jovens e pelo serviço como acólito. Em declarações ao Patriarcado de Lisboa, admitiu sentir-se chamado a ser “apóstolo da esperança e servo da misericórdia”, defendendo que “o mundo está muito ferido e só o coração de Jesus salva”.
Já António Raimundo seguiu inicialmente um percurso profissional ligado à área da consultoria, tendo trabalhado em Portugal e no estrangeiro. Licenciado em Economia, ingressou no seminário em 2018, após um processo de discernimento vocacional iniciado durante uma experiência missionária. Ao Patriarcado de Lisboa, garantiu querer viver o sacerdócio com espírito de proximidade e serviço. “Quero escutar, acompanhar e servir aqueles que me forem confiados”, sublinhou o beneditense.
Segundo o Patriarcado de Lisboa, ambos frequentaram o Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais, onde concluíram a formação necessária para a ordenação presbiteral.
A celebração marcou também o regresso das ordenações sacerdotais ao Mosteiro dos Jerónimos, após vários anos a decorrerem na Igreja de São Vicente de Fora, devido às obras de conservação e restauro realizadas naquele monumento. Além dos dois beneditenses, foram ainda ordenados Daniel Balhico, Frederico Matos, João Maia, Emmanuel Moretton, Dilson Lazary e Santiago Villalôbos.