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Atividades intergeracionais, políticas e educação são essenciais na luta contra o idadismo

O idadismo continua a ser a terceira forma de discriminação mais comum, depois do racismo e do sexismo. Políticas públicas focadas na longevidade podem ser parte da solução.

José Carreira (à direita) é cofundador do #StopIdadismo FOTO: CCDR Centro

José Carreira, cofundador do movimento ibero-americano #StopIdadismo, não tem dúvidas: o combate ao idadismo passa pela realização de atividades intergeracionais, por políticas e legislações na área e pela educação, tal como defende a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para o responsável, “as políticas públicas estão muito pouco direcionadas para aquilo que é preciso fazer, mas, aos poucos começa a haver um caminho”. O especialista considera que “há um antes e um depois” do relatório da OMS de 2021, quando foram dados vários passos importantes no mundo e em Portugal, de que é exemplo a palavra idadismo passar a constar nos dicionários da língua portuguesa há cerca de três anos.

O especialista apontou que tanto os idosos quanto os jovens são muito afetados por este preconceito etário, que é “a terceira forma de discriminação [mais comum], depois do racismo e do sexismo”, apesar de ser “pouco ou nada valorizada”. “O que é preciso são políticas públicas focadas na longevidade”, defendeu, realçando a importância de atuar o mais breve possível e explicando que uma pessoa pode ser vítima do idadismo em qualquer etapa da sua vida.

José Carreira falava em Coimbra, numa mesa-redonda, realizada no âmbito da final da primeira edição do Concurso Regional Idadismo Zero 2025, do qual é jurado, uma iniciativa promovida pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, que desafia os alunos do ensino superior a apresentarem ideias para combater o idadismo.

Durante a sessão da final do concurso, Licínio de Carvalho, vice-presidente para a área da saúde da CCDR do Centro, também afirmou que o idadismo é “a terceira forma de discriminação mais frequente”.

Compromete a dignidade, leva ao isolamento, à degradação da saúde mental e física e faz com que as pessoas deixem de ter um propósito ou uma voz, com consequências para toda a sociedade”, acrescentou.


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