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Fausto Bordalo Dias inspira um tributo imigrante com partida de Pombal

“Do cabo do mundo – Um tributo imigrante a Fausto” revisita a obra do cantautor com músicos que abraçam Portugal.

O projeto cruza origens africanas e brasileiras numa leitura contemporânea de um dos mais relevantes legados da música portuguesa

É um momento muito simbólico, o encontro entre músicos imigrantes em Portugal e a obra de Fausto Bordalo Dias. Gerado em Pombal, numa residência na Casa Varela, “Do cabo do mundo” desabrocha agora, num espetáculo de estreia que acontece este sábado, dia 11, no Teatro-Cine. Para maio está prometido o disco.

A cabo-verdiana Nancy Vieira, o luso-brasileiro Luca Argel, a moçambicana Selma Uamusse e a brasileira Nani Medeiros são artistas imigrantes que vivem e trabalham em Portugal. Eles dão voz a este tributo a Fausto, referência obrigatória do cancioneiro nacional, desaparecido em julho de 2024, aos 75 anos.

Com eles, estará uma banda formada também por músicos estrangeiros: Carlos César Motta, Lizz Marchi e Daniel Félix (percussões), João Pitta (violão), Rolando Semedo (baixo), Pablo Marques e Kito Siqueira (metais) e Pri Azevedo (teclado/acordeão).

Pombal é, assim, ponto de partida de “Do cabo do mundo – Um tributo imigrante a Fausto”, que revisita a obra do cantautor com músicos que abraçam Portugal.

Idealizado por Carlos César Motta, em colaboração com o músico Fred Martins, o projeto cruza origens africanas e brasileiras numa leitura contemporânea de um dos mais relevantes legados da música portuguesa.

“Num tempo marcado por discursos de divisão, fronteiras reforçadas e identidades colocadas em confronto, ‘Do cabo do mundo’ afirma-se como um gesto artístico de encontro”, realçam os organizadores.

A ideia de travessia, “tão central na obra de Fausto”, é aqui abraçada para a reinscrever no presente, “convocando diferentes histórias, sotaques e pertenças como matéria criativa” para “o presente cultural em Portugal”.

A intenção não é apenas revisitar o repertório de Fausto, mas sim “ativá-lo, devolvê-lo ao espaço público como lugar de escuta, de diálogo e de reconhecimento mútuo”. Esta travessia tem largada agendada para este sábado, dia 11 (21h30, 5 euros, M6).


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