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Câmara da Nazaré recebe primeiros apoios após tempestade Kristin

Verba de 12.500 euros servirá para repor as margens do rio da Areia, em Valado dos Frades.

O pagamento da verba foi oficializado pela ministra do Ambiente, Graça Carvalho, numa cerimónia em que participou também o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta FOTO: CMN

O município da Nazaré viu aprovada a primeira candidatura aos apoios relativos aos prejuízos causados pela tempestade Kristin, uma verba de 12.500 euros destinada à reposição das margens do rio da Areia, em Valado dos Frades.

A Câmara da Nazaré divulgou hoje ter “recebido a confirmação do primeiro pagamento”, na sequência da aprovação de uma das candidaturas submetidas aos apoios disponibilizados pela administração central para fazer face aos prejuízos deixados pela passagem da depressão Kristin, que afetou a região em 28 de janeiro.

Fonte da autarquia indicou que o valor do apoio ascendeu a 12.500 euros.

O pagamento da verba foi oficializado pela ministra do Ambiente, Graça Carvalho, numa cerimónia em que participou também o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta.

O apoio, o primeiro aprovado para a autarquia, enquadra-se “na resposta do Governo aos danos registados em vários concelhos do país severamente afetados pelas condições meteorológicas extremas” e visa “intervenções urgentes de reposição de infraestruturas e de estabilização de zonas críticas”, informou a Câmara.

No concelho da Nazaré, uma das situações mais graves ocorreu no rio da Areia, na freguesia de Valado dos Frades, “onde a elevada pluviosidade provocou o aumento significativo do caudal e originou o galgamento das margens”.

Segundo a Câmara, a situação “levou à abertura de dois rombos na mota do rio” (muro de terra construído na margem para conter inundações), um com cerca de 10 metros de extensão e outro nas imediações da linha ferroviária, próximo da ponte da Autoestrada 8 (A8), com aproximadamente 20 metros.

“O desabamento destas estruturas de contenção causou a inundação dos campos adjacentes e danos na linha de caminho de ferro, obrigando à interrupção da circulação ferroviária naquele troço”, referiu o município, num comunicado em que esclareceu que, “face à gravidade da situação, foi necessário proceder a uma intervenção imediata, com recurso a maquinaria pesada, para repor a estabilidade da mota do rio e assegurar o normal escoamento do caudal”.

Os trabalhos incluíram a colocação de pedra para reforço da base estrutural, seguida da reposição de terras e da compactação das zonas afetadas, restabelecendo o perfil original das margens.

A metodologia “foi aplicada nos dois locais intervencionados, o que permitiu devolver a funcionalidade ao curso de água e minimizar o risco de ocorrências futuras”, refere ainda a nota.