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Rita Gaspar Vieira inaugura “Tabique” na Galeria Salgadeiras

A ideia de abrigo está na origem do novo projeto da artista plástica, que assume a influência das consequência da tempestade Kristin.

A artista plástica Rita Gaspar Vieira, natural de Leiria, inaugura esta quinta-feira, 30 de abril, uma nova exposição na Galeria Salgadeiras, em Lisboa.

“Tabique” é um projeto concluído no ateliê da artista em Leiria, após a destruição causada pela tempestade Kristin, a 28 de janeiro.

“A exposição não nasceu da tragédia que nos assolou, mas ficou muito marcada por ela”, assume Rita Gaspar Vieira. Na origem esteve a ideia de abrigo, mas o projeto assumiu novos desenvolvimentos com tudo o que aconteceu depois da calamidade.

Há, inclusive, uma peça moldada e recortada por uma mangueira que, durante os dias mais críticos, Rita Gaspar Vieira tinha no ateliê ligada a uma bomba que estava constantemente a retirar água. “É tudo muito forte e presente na exposição”, assume a artista.

Na génese de “Tabique” está o conceito de abrigo, “enquanto construção simples, improvisada em harmonia com a natureza, ancestral e eficaz na proteção contra agressões exteriores”. O trabalho enfatiza a importância do fazer, associado a este tipo de estrutura.

As obras, maioritariamente realizadas em papel manufaturado pela própria artista (umas produzidas em papel reciclado, outras em papel de algodão, desenvolvidas com algodão resultante de desperdícios da indústria têxtil), recorrem “a um património imagético que evoca ninhos ou cascas – abrigos naturais para animais e plantas”, lê-se na divulgação da exposição.

Neste novo trabalho que Rita Gaspar Vieira inaugura hoje, às 18 horas, surgem abrigos sob o soalho, etiquetas e pequenos objetos, sugerindo que, além de abrigos físicos, “os humanos precisam de refúgios para os afetos e para o conhecimento”.