Adina nasce em Filadélfia, nos Estados Unidos. É, aparentemente, uma criança normal, mas no seu íntimo apercebe-se de que é diferente, sente-se uma estranha que não pertence ao planeta Terra. Compreende então que é enviada de um planeta longínquo que só ela conhece. Certo dia, chega a sua casa um aparelho de fax, que começa a utilizar para enviar mensagens ao seu povo intergaláctico, contando-lhes por escrito como se habita no planeta azul. Ao longo da sua vida na Terra, Adina observa-nos a nós, humanos. Tenta perceber como comunicamos, o que sentimos e como nos comportamos, em suma, como vivemos. E partilha as suas mensagens com o seu povo através do fax. À medida que lemos as páginas, repletas de pensamentos e reflexões de Adina sobre a nossa própria espécie, nunca chegamos a ter a certeza se a protagonista é, ou não, uma de nós, mas pensamos muito sobre condição humana, sentido da vida, inclusão. E não raras vezes nos identificaremos com Adina, percebendo que também nós temos as nossas diferenças. Quando um livro está escrito com tanta sensibilidade, torna-se difícil fazer jus à sua beleza através de uma humilde sugestão de leitura, mas espero conseguir transmitir pelo menos uma centelha da magia que este livro encantador contém.
Rita M. Pereira
Designer e leitora
ExclusivoHoje às 18:30
Caleidolivro: “Beautyland: Terra Bela”
Quando um livro está escrito com tanta sensibilidade, torna-se difícil fazer jus à sua beleza através de uma humilde sugestão de leitura, mas espero conseguir transmitir pelo menos uma centelha da magia que este livro encantador contém.