As amizades raramente surgem de um único encontro. Constroem-se gradualmente através da proximidade, da repetição e da partilha de espaços que favorecem a convivência. A cozinha onde se prolonga um jantar, o banco de uma praça, um pátio comum ou um centro cultural são infraestruturas invisíveis da vida social, onde estranhos se tornam vizinhos e, mais tarde, amigos.
Sofia Rino
Socióloga
ExclusivoOntem às 18:30
Ao mesmo tempo: A criação do Acaso
Quando a cidade protege a cultura como bem comum, os espaços deixam de ser apenas cenários de convivência e transformam-se em territórios de encontro, onde se constroem amizades, cidadania, sentido de pertença e laços comunitários duradouros.