A Polícia Judiciária (PJ), através da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica, deteve, na quarta-feira, dia 12, cinco mulheres por crimes de associação criminosa, burla qualificada, acesso ilegítimo, falsidade informática e branqueamento de capitais.
As suspeitas foram detidas no âmbito de uma investigação, com início em março do ano passado, depois de “uma funcionária de uma entidade bancária ter solicitado e acedido indevidamente aos canais digitais de clientes dessa mesma instituição, sem o seu conhecimento e consentimento”, refere a PJ em comunicado.
A funcionária terá então procedido a “transferências de diversas quantias para diferentes money mules que receberam e dissiparam os fundos de origem fraudulenta”.
Durante a operação “LOGIN”, que contou com a participação de equipas da PSP, foram realizadas oito buscas domiciliárias em Pombal, Almada, Seixas e Elvas.
Segundo a PJ, 13 pessoas foram vítimas dos crimes, estando apurado, até ao momento, um prejuízo patrimonial de cerca de 110 mil euros.
“A este primeiro inquérito foram ainda apensados outros, nos quais existiam coincidências de suspeitos, por terem recebido quantias com proveniência ilícita através de diferente modus operandi, como phishing e falso arrendamento de imóveis”, refere nota da PJ.
No decorrer da ação, foi apreendida diversa documentação e prova digital.
As detidas serão presentes a primeiro interrogatório, onde serão aplicadas as medidas de coação.