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Carlos Neto: “O brincar, jogar e fazer atividade física regular são a base de toda a experiência da humanidade”

O movimento não é apenas uma questão de saúde. É uma condição essencial para aprender, desenvolver autonomia e construir relações. Numa sociedade marcada pelo sedentarismo, pelos ecrãs e por agendas infantis cada vez mais preenchidas, o professor Carlos Neto alerta para as consequências de uma infância com pouca liberdade e defende mais tempo para brincar, explorar e correr riscos

FOTO: Arquivo: JD

O que perde uma criança quando não se pode movimentar livremente no seu dia a dia?
As ameaças ou limitações de as crianças não poderem movimentar-se livremente, sem supervisão adulta, tem consequências inevitáveis no seu desenvolvimento físico, cognitivo, habilidades motoras finas e grosseiras, autoestima e confiança e ajustamento social. Sem mexer o corpo em situações formais ou informais, as crianças ficam impossibilitadas de criar uma cultura motora fundamental que é necessária a todas as aprendizagens futuras, de acordo com o seu nível de desenvolvimento. A decadência, nas últimas décadas, das crianças terem mais restrições em se movimentarem livremente está a causar uma verdadeira hecatombe de sedentarismo e iliteracia motora, com muitas consequências na sua saúde física e mental.


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