Se houvesse dúvidas sobre o sucesso e a forma como é vivido o Encontro de Tocadores da Barrenta, o ano de 2025 foi claro. “Mesmo com a quantidade imensa de chuva que caiu o dia todo, as pessoas não arredaram pé”, protegendo-se com guarda-chuvas ou debaixo de toldos e telheiros, recorda Ricardo Pereira, um dos organizadores. Foi difícil manter o palco ativo, porque “as luzes foram-se avariando e o som foi-se danificando”.
“Mas conseguimos levar o espetáculo até ao fim” e, sublinha, “é incrível como as pessoas, que se deslocaram com condições horríveis, ali se mantiveram. Isso também é a força que nos leva a continuar e a sentir que o trabalho está bem feito”.
A festa organizada pelo Grupo de Concertinas da Barrenta está de volta sábado, 26 de setembro (14h), para comemorar 25 anos.
Haverá centenas de tocadores, cantares ao desafio, milhares de visitantes e um bolo gigante. Ricardo diz que a melhor celebração é garantir o espírito. “Muitas vezes, mais do que fazer maior ou em maior quantidade, é manter o nível. Isso é que é para nós essencial”. Os que estiveram neste percurso de 25 anos foram convidados, mas “todos os que queiram juntar-se são bem-vindos”.
Um quarto de século depois, a Barrenta, uma pequena aldeia encravada no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no concelho de Porto de Mós, ainda se surpreende com a dimensão que tomou a sua festa. “Nunca imaginaríamos que seria possível”, admite o organizador, que também é tocador.
A intenção é continuar a apostar “no bem receber e bem tratar de todos”, para que “se sintam acolhidos e com vontade de voltar”.