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Concerto esta noite assinala restauro das Capelas Imperfeitas na Batalha

As obras de conservação e restauro das Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha terminaram. A conclusão é assinalada hoje com um concerto de Gonçalo Santos, às 21 horas, com entrada livre.

A conclusão das obras de conservação e restauro das Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha é hoje comemorada com a realização de um concerto precisamente naquele espaço.

O concerto de Gonçalo Santos, arranca pelas 21 horas e tem entrada livre, adianta a informação divulgada pelo monumento.

Realizada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a empreitada “representa um importante investimento na preservação de um dos espaços mais emblemáticos” do mosteiro, adiantou.

Numa publicação na rede social Facebook, a Museus e Monumentos de Portugal referiu que se tratou de “um investimento de cerca de 885 mil euros”, numa intervenção que decorreu entre agosto de 2025 e agosto último, e “incidiu sobre as estruturas pétreas, as juntas de cantaria e os elementos escultóricos e decorativos deste conjunto arquitetónico”.

“Concebidas como panteão régio de D. Duarte (1391-1438), as Capelas Imperfeitas constituem um dos mais notáveis conjuntos da arquitetura portuguesa dos séculos XV e XVI”, adiantou, explicando que “a sua monumental estrutura octogonal aberta ao céu e o portal monumental de Mateus Fernandes, uma das obras de referência do manuelino, conferem ao espaço uma singularidade que resulta também da sua condição de obra inacabada”.

A Museus e Monumentos de Portugal acrescentou que, “no conjunto das Capelas Imperfeitas, cruzam-se diferentes momentos da história da arquitetura portuguesa, entre o gótico final, o manuelino e os primeiros sinais do Renascimento”.

Em fevereiro de 2025, a Câmara da Batalha aprovou o lançamento do concurso público para a conservação das Capelas Imperfeitas, num investimento de 1,2 milhões de euros, acrescidos de IVA.

O concurso decorreu de um contrato interadministrativo de cooperação entre o município e a então Direção-Geral do Património Cultural, assinado em novembro de 2021, para a execução das intervenções no Mosteiro da Batalha financiadas pelo PRR.

O então diretor do Mosteiro da Batalha, Joaquim Ruivo, explicou que os trabalhos de limpeza e conservação das fachadas interiores e exteriores das Capelas Imperfeitas eram “prioritários e fundamentais”.

“Além da limpeza e tratamento da pedra e dos elementos pétreos que apresentam patologias mais agressivas, é necessário impedir as infiltrações que ao longo dos anos vão sendo cada vez mais visíveis e preocupantes”, reconheceu na ocasião Joaquim Ruivo.

O Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha (distrito de Leiria), resultou do cumprimento de uma promessa feita pelo rei João I, em agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, que lhe assegurou o trono e garantiu a independência de Portugal.

O monumento é Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês).


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