Depois da Igreja da Ermida, na Guia (Pombal), do Castelo de Leiria e da Igreja da Pena, este domingo, dia 8, é o Museu de Leiria que recebe o quarto concerto do ciclo Fora de Tempo. A ideia surgiu da vontade de levar música a lugares onde ela nem sempre chega, “aproximando a criação artística das pessoas e dos territórios”, explica o mentor do projeto da InMusic, Mickael Faustino.
Privilegiando espaços com identidade e significado para as comunidades, “como igrejas, capelas, museus, salões paroquiais, jardins e outros lugares de encontro”, o ciclo Fora de Tempo reflete “a vontade de criar momentos em que podemos abrandar, sair do ritmo acelerado do quotidiano e simplesmente parar para ouvir, sentir e estar juntos”.
Mais do que apresentar concertos, nota Mickael Faustino, “queremos criar experiências que permaneçam na memória das pessoas”. Este domingo, a partir das 16 horas (entrada livre), é uma harpa que se houve no Museu de Leiria.
A intérprete é Madalena Costa, que convida a descobrir, “num contexto de grande proximidade”, a riqueza sonora de um instrumento responsável por uma sonoridade particular, “capaz de criar ambientes de grande delicadeza e expressividade”.
Fora de Tempo procura formentar uma identidade própria em cada concerto, explorando “a relação entre a música, o património e os lugares”. “Queremos que o público encontre não apenas um momento musical, mas também uma experiência diferente de escuta e de descoberta”, salienta o organizador.
Ao esforço descentralizador da oferta musical, junta-se a reação aos efeitos da tempestade Kristin. “Acreditamos que a cultura pode desempenhar um papel importante na recuperação do sentimento de comunidade, criando momentos de reencontro, partilha e esperança”.
Ao todo, o ciclo terá 13 concertos, distribuídos por diferentes espaços dos concelhos de Leiria e Pombal, nomeadamente as freguesias de Vermoil, Pombal, Carriço, Barosa, Parceiros e Azoia, entre outras localidades.
“Acreditamos que a cultura não deve estar concentrada apenas nos grandes centros urbanos ou nos principais equipamentos culturais”. Fora de Tempo cria “13 oportunidades de encontro entre a música, os músicos e as comunidades”, conclui Mickael Faustino.