No cimo da escarpa, sobranceiro ao mar, ergue-se um restaurante de paragem obrigatória. “Os clientes não ficam indiferentes à paisagem”, nota Marco Maia, que se ocupa da gestão e divide os afazeres da cozinha com a esposa Joana. “De vez em quando, nas marés vivas, temos a sorte de sermos brindados com as ondas a bater no vidro. O que é dramático para uns, é uma festa para outros”, descreve. No inverno, a maresia “é mais intensa” e o público também vem, atraído pela beleza e calma de São Pedro de Moel e os atributos desta cozinha, em operação do meio dia até altas horas. Há quem almoce e “ao jantar ainda aqui esteja”, na esplanada ou na sala, acolhidos pela simpatia da equipa. O fundador e proprietário, Armando Arcanjo Maia, pai de Marco, é um anfitrião natural, cativando pelas histórias de vida e a atenção dada aos clientes, que se sentem em casa. Entre peixes e mariscos desta costa, a variedade é grande e a ementa extensa: vai do simples petisco, como a saladinha de ovas, até elaboradas composições. Ostras, amêijoas à bulhão pato, berbigão, navalheiras ou lagostins abrem caminho ao camarão tigre Jumbo, à sapateiras, lagostas, santolas e lavagantes, ao peixe fresco para grelhar ou apresentar em massadas e cataplanas. O polvo à lagareiro, as açordas com mariscos, feijoadas de camarão e choco, imponentes mariscadas e cortes de carne, sem esquecer a doçaria, fazem acreditar que a qualidade não passa de moda.
Fonte: Guia de Bem Comer 2025



