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Joaquim Dâmaso

Fotojornalista

joaquim.damaso@regiaodeleiria.pt

“Tipo Passe”

O que é relevante é que durante umas horas, a cidade se transforma num enorme estúdio improvisado pelas ruas mais emblemáticas, onde toda a gente acaba por sorrir, nem que seja por nervosismo.

Pois é, isto de falar em causa própria não devia valer. Mas desta vez tem mesmo de ser.

E já agora vou fazer como o meu CEO, Joaquim Paulo Conceição e vou elogiar sem apresentar a fotografia correspondente. Fica já aqui a incoerência assumida.

Amanhã, dia 22 de maio, celebra-se o Dia da Cidade de Leiria. Sem feira, é verdade. A Kristin tramou-nos isso e ainda não estamos totalmente recuperados emocionalmente. Mas é feriado, há iniciativas, coisas para ver, ouvir e fazer. E eu, armado em pessoa isenta, mas claramente sem o conseguir esconder, vou destacar uma delas. Atenção: dá perfeitamente para ir a esta e às outras todas. Não estou aqui a criar monopólios culturais.

O importante é simples: sair de casa. Ir para a rua. Ocupar a cidade com pessoas em vez de carros estacionados em segunda fila. E, como diz a organização do evento: “Traz a avó, os amigos, o gato, o malmequer, as tuas rugas, os teus olhos, a tua persona e vem celebrar a cidade e a vida connosco.”

Pois é. Estou a falar do “Tipo Passe”. Um evento que consegue juntar fotógrafos e fotógrafas, alguns famosos, outros apenas muito confiantes, curiosos, famílias, vaidosos profissionais e pessoas que normalmente fogem de uma câmara como se ela cobrasse impostos. Sou um desses fotógrafos e encaixo em, pelo menos, uma destas categorias, pela certa (embora não saiba ao certo em qual, confesso).

O que é relevante é que durante umas horas, a cidade se transforma num enorme estúdio improvisado pelas ruas mais emblemáticas, onde toda a gente acaba por sorrir, nem que seja por nervosismo. Mas, entre tanta coisa, que às vezes fazemos sem sair do sofá, esta ao menos obriga-nos a olhar para Leiria, para as pessoas e talvez até para nós próprios com um bocadinho mais de atenção. O que, convenhamos, já não é pouco.

E se isso for o que sobra de um dia bem passado, então já valeu a pena sair à rua. Porque, no fim, mais do que eventos, datas ou programas, o que fica são as pessoas e aquilo que delas conseguimos guardar, mesmo que seja só numa fotografia ou numa memória meio desfocada.

O “Tipo Passe” já vai para a quarta edição e é organizado por uma gente pouco recomendável do Café Central. Podem espreitar tudo em “Tipo Passe”. Lá encontram o que já foi feito nas edições anteriores, podem escolher os fotógrafos ou fotógrafas, porque ninguém vos impede de exagerar, e descobrir em que recanto do centro histórico cada um montou o seu pequeno estúdio improvisado. Depois é simples: aparecer, participar e deixar a cidade fazer o resto.

Tudo isto das 11 às 13 horas, porque o pessoal também tem de descansar.