A Confraria Nossa Senhora da Nazaré contesta, em carta enviada à responsável pelo Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Oeste Norte, o fecho da extensão de saúde do Sítio, que funcionava desde há anos no Hospital daquela instituição.

“É com mágoa e alguma tristeza”, frisa a carta, referindo-se às “alterações introduzidas a nível do Centro de Saúde da Nazaré”, de que a Confraria diz não lhe ter sido dado conhecimento.

“A saída das instalações da extensão do Centro de Saúde” resulta, segunda a Confraria, num “total prejuízo” para “os utentes do Sítio”, fundamentalmente, adianta a carta, “para os mais idosos e carenciados, que agora terão que se deslocar à Nazaré para terem uma consulta”.

As alterações devem-se à reforma do sistema de saúde a decorrer na Nazaré que levaram já à criação de duas unidades de saúde familiar no ex-Centro de Saúde, e ao fim do serviço de urgências entre as 8 e as 20 horas.

Entretanto, na passada segunda-feira, o executivo municipal da Nazaré aprovou, por unanimidade, uma moção em que defende, entre outras matérias, a manutenção da extensão de saúde no Sítio e a criação de uma equipa de Cuidados Integrados e a construção de um novo Centro de Saúde.

A equipa seria constituída por três enfermeiras, um funcionário administrativo e um auxiliar, trabalhadores que ficaram de fora das duas Unidades de saúde Familiar.

Artur Ledesma
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