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Sociedade

Depósito ilegal de sucata começou a ser desmantelado em Colmeias

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, assistiu hoje, no concelho de Leiria, ao início dos trabalhos de eliminação de um depósito ilegal de veículos em fim de vida, que se encontra em terreno de Reserva Ecológica Nacional.

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, assistiu hoje, no concelho de Leiria, ao início dos trabalhos de eliminação de um depósito ilegal de veículos em fim de vida, que se encontra em terreno de Reserva Ecológica Nacional.

“Este é um dos grandes depósitos que existem no país”, disse Humberto Rosa, explicando que a ação hoje realizada em Lameira, Colmeias, se insere num plano nacional iniciado em 2008.

“Na altura tínhamos 783 casos identificados. Em janeiro de 2009 já estavam erradicados 443 e em janeiro de 2010 chegámos a 803 {identificados]. Destes, cerca de 680 estão erradicados e os restantes em processo de erradicação ou de legalização”, acrescentou Humberto Rosa.

O secretário de Estado referiu que o proprietário desta sucata de Leiria foi notificado para legalizar a actividade noutro espaço. Como não o fez, o Estado “tomou posse administrativa do terreno para proceder coercivamente” à remoção dos materiais.

No entanto, “o proprietário contactou a CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional] pedindo para ser ele a tratar da remoção”, revelou o governante, sublinhando que, neste caso, “a retirada é da responsabilidade do proprietário”.

Estas ações “não têm custos para o Estado”, assegurou o secretário de Estado, explicando que existe um protocolo com a Valorcar, que recupera os custos com o valor dos carros.

“Quando há rendimento ele é usado pela Agência Portuguesa do Ambiente em ações de sensibilização no contexto de educação ambiental neste tipo de matéria”.

O governante considerou a actividade de recolha de veículos em fim de vida “meritória”, que “gera emprego”, pelo que se têm criado “vários centros legalizados”.

No entanto, alertou que “um país civilizado não tolera, ter uma actividade para económica que contamina e traz prejuízos diversos à custa de emprego”.

O número de depósitos de sucata ilegais identificadas pela Ministério do Ambiente tem vindo a aumentar, devido aos alertas de autarcas e cidadãos, que estão mais sensíveis aos atentados ambientais.