Assinar
Sociedade

Suspeito de matar e desmembrar a mãe julgado hoje em Pombal

Um homem suspeito de ter matado a mãe e desmembrado o seu cadáver, que escondeu durante dez meses no apartamento onde residia, em Albergaria dos Doze, é hoje julgado no Tribunal de Pombal.

Um homem suspeito de ter matado a mãe e desmembrado o seu cadáver, que escondeu durante dez meses no apartamento onde residia, em Albergaria dos Doze, começa a ser julgado hoje no Tribunal de Pombal.

Abel R., de 36 anos, que se encontra detido preventivamente em Leiria, está acusado pelo Ministério Público (MP) dos crimes de homicídio qualificado e profanação de cadáver.

No despacho de acusação, o MP refere que mãe e filho viviam juntos desde abril de 2008, mas a sua convivência “era conflituosa”, pelo que o arguido idealizou “uma forma de pôr termo à vida da mãe”.

Segundo o MP, “no princípio do mês de agosto de 2008”, aproveitando a saída da mãe à noite, Abel R., sabendo que “aquela, habitualmente, quando chegava a casa, bebia uma chávena de leite”, desfez cerca de 40/50 comprimidos ansiolíticos, que colocou num pacote de leite no frigorífico.

Quando chegou a casa, a vítima bebeu o leite e, na manhã seguinte, “chamou o filho, solicitando-lhe ajuda, uma vez que não se sentia bem”.

Já no sofá da sala, a mulher adormeceu e o arguido tentou asfixiá-la com uma almofada e um edredão.

“Uma vez que a vítima resistia, debatendo-se, o arguido agarrou num cutelo de cortar carne (…), batendo várias vezes com o mesmo na cabeça”, relata o MP, acrescentando que o arguido “pressionou novamente o edredão e a almofada, sufocando-a”.

No dia seguinte, Abel R. “tentou levar o corpo para a arca frigorífica”, o que não conseguiu, “pelo que decidiu cortar o cadáver em pedaços” com uma faca elétrica.

Como não alcançou o objetivo, Abel R. foi comprar uma serra de cortar ferro, tendo cortado as pernas, braços e cabeça da mãe que, juntamente, com o tronco colocou na arca.

De acordo com o MP, o cadáver esteve na arca frigorífica até dia 16 de junho de 2009, data em que as autoridades policiais foram ao apartamento.

Apoie o REGIÃO DE LEIRIA

Se chegou até aqui é porque este é um texto que lhe interessa. Por detrás dele há uma equipa e um conjunto de recursos que custam dinheiro e que, para continuarem a existir, precisam da sua ajuda. Gostávamos de lhe explicar como.