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Sociedade

Heitor de Sousa questiona ministério do Ambiente sobre poluição no rio Lis

A acção do BE surge uma semana depois de uma conferência de imprensa em Leiria, onde o partido denunciou os resultados de análises à água da bacia hidrográfica do Lis.

O deputado do Bloco de Esquerda (BE) Heitor de Sousa questionou o Governo sobre as medidas a tomar relativamente à poluição na Bacia Hidrográfica do Lis, tendo enviado um documento ao ministério do Ambiente a informar sobre a situação.

A acção do BE surge uma semana depois de uma conferência de imprensa em Leiria, onde o partido denunciou os resultados de análises à água da bacia hidrográfica do Lis, que encomendou a um laboratório credenciado.

Os valores apurados são “extremamente preocupantes, quer quanto aos índices de contaminação das águas, quer [quanto] ao agravamento desses índices em três dos quatro pontos de recolha”, refere o deputado.

Considerando que a situação requer “com a maior das urgências, uma intervenção das autoridades fiscalizadoras”, o BE questionou o ministério do Ambiente sobre se vai “instar a Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT) para passar a efetuar inspecções regulares e frequentes à qualidade da água e às fontes poluidoras agro-industriais localizadas junto do rio Lis, nomeadamente à atividade das suinicultoras”.

O documento pergunta ainda quanto tempo vai o ministério “continuar sem tomar as decisões adequadas e urgentes para que se concretize o projeto de construção de uma ETES [Estação de Tratamento de Efluentes Suinícolas]”.

Heitor de Sousa, que assina a carta, questiona ainda o ministério sobre “quanto tempo mais vai ter de se esperar para se poder aceder a uma informação clara, transparente e útil para todos, sobre os índices de poluição do rio Lis, já que a mesma continua indisponível, seja a nível local, seja a nível do público em geral.

O deputado, eleito pelo círculo de Leiria, informou as câmaras de Leiria e da Marinha Grande dos valores das análises, entidades a quem reclama “ações para a melhoria urgente do saneamento básico” e apela à “informação regular e atualizada sobre os índices de poluição do rio”.

De acordo com os resultados apresentados pelo BE, as análises, quando comparadas com os valores de 2008, “revelam agravamentos sistemáticos de mais 1.744 por cento, mais 553 por cento e de mais 80 por cento de coliformes fecais nos restantes três pontos de análise”.