Novas e atividades
Não nos tapem o sol. Osias André inaugura na galeria Quattro, em Leiria, uma nova exposição esta sexta-feira, dia 26 (15h). Fica patente até 27 de julho.
Biodiversidade do Médio Tejo. Imagens da fauna e da flora local procuram sensibilizar o público para a importância da conservação do património natural da região. A iniciativa é da associação 30por1linha, no Parque Natural do Agroal, em Ourém, com inauguração no domingo, dia 28 (16h), até 15 de setembro.
Aguarelas de Artur Franco. O pintor de Leiria expõe obras a partir desta sexta-feira, 26 de junho (15h), na Galeria Mouzinho de Albuquerque, na Batalha. Segundo o município, “através de um olhar atento e sensível, o artista retrata cenários, costumes e elementos da memória coletiva, revelando a beleza singular do património natural e humano que caracteriza o território”. Inspiradas pela observação da natureza e pelo apreço pelas tradições, as obras de Artur Franco convidam a contemplar “um conjunto de trabalhos onde a cor, a luz e a delicadeza da aguarela se unem numa celebração da beleza e da autenticidade”. A visitar até 12 de julho.

Memórias das nossas avós. Um olhar pelas recordações que as avós dedicaram às suas famílias. Uma viagem no tempo através de objetos que evocam vivências e partilham histórias únicas, na Biblioteca Municipal de Pedrógão Grande. Uma organização do Clube de Memórias e Cidadania, até 30 de junho.
Obra Gráfica – Gravura e Serigrafia 2026. Alunos finalistas de Artes Plásticas da ESAD.CR mostram os projetos individuais de obra gráfica no Museu Barata Feyo, nas Caldas da Rainha, a partir de sexta-feira, 26 de junho (16h). Até 27 de setembro.

Dançar na lama. O ceramista Vítor Reis apresenta no Espaço da Concas, no Centro de Artes das Caldas da Rainha, um conjunto significativo de obras produzidas nos últimos dez anos, revelando a maturidade de uma linguagem singular, onde o barro se transforma em matéria crítica, por vezes poética, frequentemente habitada por figuras ambíguas ou contraditórias, colocadas sob a luz do inesperado ou do ridículo. As peças de Vítor Reis revelam um olhar simultaneamente atento e irónico sobre o mundo contemporâneo. A descobrir a partir de sábado, 27 de junho (17h), até 16 de agosto.
Florais e Fragmentos. Fotografias de Filipe Duarte Santos, dedicadas à observação da paisagem, da flora e dos detalhes do mundo natural. No Atelier-Museu António Duarte, nas Caldas da Rainha, revela-se um olhar atento sobre pequenas formas, texturas e equilíbrios da natureza. Com curadoria de João Carlos, Florais e Fragmentos inaugura no dia 27 de junho (20h), no âmbito do F/262 – Festival Internacional de Fotografia. Fica patente até 2 de agosto.
A fala do tronco. No âmbito da exposição de Sofia Silva, patente nos Laboratórios Criativos do Centro de Artes Villa Portela, há duas atividades este domingo, 28 de junho. Pela manhã (10h30), até à hora do almoço, acontece um workshop de fotografia com biomateriais, orientado pela própria Sofia Silva. À tarde (16h), tem lugar a primeira de três conversas sobre “Paisagem, ecologia, espiritualidade e práticas contemporâneas”, com Sofia Silva, Alexandre de Magalhães e Rodrigo Peixoto, com moderação de Ana David Mendes. A participação no workshop e na conversa são livres.
Mãos no barro: artesão ao vivo no museu em Pombal. No Museu de Arte Popular Portuguesa, em Pombal, Pedro Riobom e Carla Mota promovem um workshop de pintura de azulejo na manhã (10h30) de sábado, dia 27, e outro de cerâmica criativa durante a tarde (14h30). Limitado a dez participantes, maiores de 10 anos. Informações: 236 210 555 e email: museu@cm-pombal.pt.
Prosseguem
Terra Sol Liberdade. Assinalando 30 anos do Museu Jorge Vieira – Casa das Artes, o Centro de Artes das Caldas da Rainha inaugura no Museu Leopoldo Almeida uma exposição que nasce de uma residência artística realizada em Beringel, terra de barro e tijolo, onde os artistas convidados trabalharam durante dez dias lado a lado com os mestres locais António Mestre e José Manuel Parreira. Deste encontro entre tradição e experimentação surgiram novas obras que se cruzam agora com o espólio de Jorge Vieira. Até 28 de junho.

A diáspora transatlântica da Região de Leiria. A Rede de Arquivos da Região de Leiria lança no Teatro-Cine de Pombal uma exposição documental que ajuda a perceber os fluxos migratórios dos dez concelhos da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria para as Américas, durante as décadas de 40 e 70 do século XX. Até março de 2027, a exposição vai passar por vários concelhos da CIM, chegando também ao Politécnico de Leiria.
Cool-ativa. O Castelo de Porto de Mós recebe o projeto de arte contemporânea que reúne trabalhos de dez artistas, apresentados de “forma ativa, próxima e simplificada” para que “o público consiga mergulhar nos diversos universos artísticos apresentados e compreender as histórias e realidades por trás de cada criação. Até 28 de junho.
Objeto escolha: a coleção municipal de cerâmica contemporânea. Até 28 de junho, a Adega dos Balseiros do Museu do Vinho de Alcobaça recebe mais um momento do projeto que revela peças de alta qualidade da coleção de cerâmica contemporânea municipal, assinadas por artistas nacionais e internacionais. O objetivo é dar a conhecer um espólio de valor inestimável histórico e cultural que, salvo raras exceções, tem permanecido em reserva, longe do olhar do público.
Recantos do feminino. Ilustrações de Ana Oliveira no Posto de Turismo de Fátima, algumas delas criadas para o livro “Os recantos do Sagrado Feminino”, de Teresa Amaro. Cada imagem é apresentada com um portal, em que figuras que evocam arquétipos, ciclos e transformações, lembrando que o feminino é movimento interno, profundidade e criação. Até 28 de junho.
T ermo. Na Sala Polivalente da Biblioteca da ESAD das Caldas da Rainha está patente um conjunto de trabalhos de Graciela Machado. São livros, litografias, folhas, soltas e trabalhos que se continuam, sem limite. Aqui, o espaço é encarado como lugar de observação e fazer continuado. Até 28 de junho.
Saudade. Trabalhos realizados por estudantes do 9º ano da Escola EB 2,3 de Marrazes, patentes no Museu Escolar dos Marrazes.

Rostos deste mundo. Com o trabalho fotográfico que apresenta na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria, Carlos Figueiredo procura chamar a atenção para a beleza de sermos tão diferentes mas tão iguais na essência que é pertencer à mesma espécie e habitar o mesmo pequeno planeta azul. A exposição de fotografias captadas em viagens ao longo de anos exibe expressões de várias pessoas, convidando a perceber o comum entre as diferenças. Até 30 de junho.
Santo António e o Menino. Tradição, fé e arte em miniatura da coleção particular de Sérgio Fonseca em exposição na Biblioteca Municipal Simões de Almeida (tio), em Figueiró dos Vinhos, até 30 de junho.
Michel Finck. O pintor, que tem raízes na Alsácia e que habita em Alcobaça, mostra desenhos a grafite e pintuas a pastel seco e óleo no Baú das Memórias, em Alfeizerão. Até 30 de junho.

Grave 5. O coletivo de artistas Grave leva ao Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha uma proposta de contemplação e troca de experiências. O espectador é chamado a percorrer diferentes narrativas e a estabelecer as suas próprias conexões com as obras e entre os temas abordados. Tornando-se então parte deste processo de criação e interpretação, prolongando a vida das imagens e dos gestos artísticos para além do espaço expositivo. Até 30 de junho.
E em vez do medo? Trabalhos dos Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo – Agrupamento de Escolas Domingos Sequeira
Bienal Educação e Cultura na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria. Até 30 de junho.
Contemplação gótica II. O Posto de Turismo da Batalha recebe pintura de Tiago Pereira, inspirada no Mosteiro da Batalha. O artista explora o monumento como tema central através de composições de base realista, integrando simultaneamente pormenores contemporâneos. Até 30 de junho.

Raízes de mulher: sementes de futuro. O Agromuseu D. Julinha, na Ortigosa, reabre portas após o mau tempo com uma exposição da iniciativa Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, que valoriza o contributo feminino para a agricultura e para a sustentabilidade dos territórios, reunindo fotografia histórica, documentos de arquivo e testemunhos atuais de produtoras, investigadoras e empreendedoras.

Estúdio Fabião – Uma memória coletiva + Forbidden Room/O quarto proibido. Dois novos núcleos são apresentados no m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento, em Leiria: “Estúdio Fabião – Uma memória coletiva” é uma viagem visual e afetiva através de várias décadas de prática fotográfica desenvolvida pela família Fabião, (José, Paulo e Francisco) cujo estúdio se tornou um espaço central na vida social e cultural da cidade; “Forbidden room/O quarto proibido” parte do filme de animação realizado em 2013 pelos leirienses Emanuel Nevado e Ricardo Almeida para mostrar os adereços e cenários utilizados, dando a conhecer a técnica stop motion. Também é possível ver no m|i|mo o filme, uma história de terror de uma mulher que casa com o famoso Barba Azul e que é tentada a entrar no único quarto onde não pode entrar. O fruto proibido é o mais apetecido…
Datas vividas. Fotografias de efemérides que marcaram o Mosteiro da Batalha ao longo dos tempos, registadas por José Luís Jorge. Em espaços anexos ao Claustro D. Afonso V do Mosteiro, apresentam-se imagens relativas à Escola de Canteiros, que funcionou no monumento. O projeto desenvolve-se em regime de rotatividade, prevendo, ao longo dos próximos meses, mostrar várias atividades relevantes ocorridas no Mosteiro da Batalha.

A Raposa e as Esferas. Novo mergulho no universo criativo do escultor José Aurélio, numa exposição no Armazém das Artes, em Alcobaça, que explora os significados por trás das obras e revela como o desenho, a escultura e a imaginação se cruzam no percurso do artista.
Recordações da Batalha. O espaço da antiga cozinha conventual do Mosteiro da Batalha exibe objetos de uma coleção privada: da cerâmica à fotografia, passando pelas recordações de cantaria ou objetos utilitários, todos refletem a repercussão do Mosteiro da Batalha. A exposição pretende estabelecer um diálogo, não somente com o design dos objetos em si, mas também com a forma como o Mosteiro da Batalha tem um impacto que vai para além da arte do seu tempo e se cruza com o próprio quotidiano.
Tu foste com os pássaros. Fotografia de Patrícia Silva no Atelier Obscura, em Leiria. Um gesto de procura, uma forma de alcançar o que já não está, numa “obsessão silenciosa que transforma o álbum em gaiola, a memória em voo contido”. Até 3 de julho.
Terra: elemento de presença. No Museu do Vinho de Alcobaça, uma coletiva de arte contemporânea com obras de José Aurélio, Gabriel e Gilberto Colaço, Luís Plácido Costa, João Daniel, Thierry Ferreira, Irina Gabiani, Maria Korporal, Patrícia de Ferreira Malhão, Jorge Prata e Eija Tomiserva. Os artistas foram convidados a apresentar obras que se relacionem com Terra, “enquanto lugar de presença na relação consciente, subconsciente ou mesmo omnisciente do espaço/lugar de cada um”. Patente até 12 de julho.
Clube de tradições Nazaré. No átrio da Biblioteca Municipal José Soares, na Nazaré, está patente até 12 de julho uma coletiva que celebra a identidade cultural, as memórias e os costumes da Nazaré uma terra única.
Liberdade Escrita: 50 anos da Constituição Portuguesa. A associação Biblioteca da Nazaré e o Centro Cultural da Nazaré revisitam o processo histórico que conduziu à aprovação da Constituição de 1976, destacando o seu papel estruturante na consolidação da democracia em Portugal. Mais do que um documento jurídico, a Constituição é aqui apresentada como expressão viva de um tempo de transformação política, social e cultural, bem como um referencial de cidadania e liberdade. E que é fundamental conhecer melhor, também no Centro Cultural da Nazaré, até 5 de julho.
Pietà. O grito da natureza. DDACO expõe no Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos. Um convite a refletir sobre a relação entre o ser humano, a natureza e a expressão artística contemporânea. A visitar até 5 de julho.
Um Sermão de Santo António aos Peixes: em aguarela. O Castelo de Porto de Mós recebe a exposição “Um Sermão de Santo António aos Peixes: em Aguarela”, a partir de trabalhos das alunas do 11º D do Curso de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Porto de Mós. A exposição resulta de um projeto interdisciplinar desenvolvido no âmbito de um Domínio de Autonomia Curricular (DAC), através da articulação entre as disciplinas de Português e Desenho A. Até 9 de julho.
Às voltas, às voltas, às voltas. Exposição de Joana Ramalho na galeria da livraria Arquivo, em Leiria. Patente até 10 de julho.

Terra: elemento de presença. No Museu do Vinho de Alcobaça, uma coletiva de arte contemporânea com obras de José Aurélio, Gabriel e Gilberto Colaço, Luís Plácido Costa, João Daniel, Thierry Ferreira, Irina Gabiani, Maria Korporal, Patrícia de Ferreira Malhão, Jorge Prata e Eija Tomiserva. Os artistas foram convidados a apresentar obras que se relacionem com Terra, “enquanto lugar de presença na relação consciente, subconsciente ou mesmo omnisciente do espaço/lugar de cada um”. Patente até 12 de julho.

Coletiva de finalistas de Artes Plásticas da ESAD.CR. A galeria NovaOgiva, em Óbidos, mostra trabalhos dos finalistas da licenciatura em Artes Plásticas da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. A curadoria é de Catarina C. Pereira. Até 19 de julho.
Aprender dentro da nossa vila: Um encontro com Abílio. Trabalhos dos alunos do 2º Ciclo do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos no Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos, até ao final do mês de julho.
Batalha Real. A reinterpretação visual da Batalha de Aljubarrota, numa obra de António Cassiano Santos de grandes dimensões, parte dos mitos e das lendas, para atravessar o passado e o presente, num novo campo de batalha, colorido e contraditório. A descobrir no Armazém das Artes, em Alcobaça, até 16 de agosto (entrada: 3 euros).

Retalhos. Cristina Maria transforma fragmentos de destruição em arte, recorrendo à escultura, memória e emoção. Um trabalho inspirado na tempestade Kristin e impacto na região, patente no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, até 21 de agosto.

Corpo-Fantasma. Ana Mendieta, Adriana Proganó, Bruno Zhu, Cindy Sherman, João Gabriel, Lourdes Castro, Maria José Palla ou Mariko Mori são alguns dos artistas representados na nova exposição do Centro de Artes Villa Portela, que se desenvolve em torno da espectralidade, com 36 obras de 28 artistas. Trata-se de uma exposição que nasce da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, com curadoria de Marta Espiridião. Até 30 de agosto.

A fala do tronco. A fotógrafa experimental Sofia Silva apresenta uma exposição nos Laboratórios Criativos do Centro de Artes Villa Portela, em Leiria. Com participação de Alexandre de Magalhães e co-curadoria de Ana David Mendes, a partir dos vestígios deixados pela tempestade Kristin, a artista recorreu a processos da fotografia experimental, biomateriais e processos sustentáveis para refletir sobre memória, natureza e regeneração. Até 30 de agosto.
Em trânsito. O Armazém das Artes recebe em Alcobaça uma coletiva que reúne o trabalho de dez artistas e investigadores do curso de Doutoramento em Belas-Artes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. Catarina Lira Pereira, Cygny Astra Malvar, Gabriel Colaço, Gilberto Colaço, Isabelle Faria, Joana Paraíso, Joana Simão (Joana Mosi), Lúcia Antunes, Nádia Joaquim e Yun Zhang são os artistas que expõem em Alcobaça, num projeto cocoordenado por António Trindade. “’Em trânsito’, agora chegada ao Armazém das Artes, engloba dez percursos artísticos diversificados, onde os mundos analógicos e digitais se cruzam em visões multifacetadas”, explica. Até 30 de agosto, estão em destaque abordagens que atravessam linguagens analógicas e digitais, novas tecnologias e práticas contemporâneas de criação artística, através de desenho, pintura, tecnologia e inteligência artificial.

A poética dos materiais. O escultor Abílio Febra mostra um conjunto de obras escultóricas que refletem um percurso artístico marcado por uma abordagem expressionista, onde a matéria, o gesto e a expressão se sobrepõem à técnica. A exposição é apresentada nas Cisternas do Castelo de Leiria. Até 31 de agosto.

Poem’Arte. Pintura de Olinda Mota e poesia de Virgílio Mota juntas em diálogo entre a palavra e a imagem no Moinho do Papel, em Leiria. A visitar até ao final do mês de agosto.

Sobre o silêncio. Autor e dinamizador do blogue Fascínio da Fotografia, António Bracons leva ao m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento um trabalho que explora a ideia de silêncio: fazer silêncio, estar em silêncio, sentir-se em silêncio. “O fotógrafo é uma pessoa de silêncio. O próprio ato de fotografar, em si, é, tantas vezes, um ato de silêncio. Silêncio pessoal e interior, ainda que por breves instantes, como não havendo nada mais em redor, nada perturbando ou interferindo”, escreve o fotógrafo, natural de Leiria e residente em Coimbra, no texto de divulgação da exposição. “E tantas vezes, o silêncio fica depois de ver uma imagem”, acrescenta. Até 30 de agosto.

O quê?! O Banco das Artes Galeria, em Leiria acolhe a exposição do artista Jeff van Weereld. Trata-se de uma reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo através de um conjunto de obras que cruzam escultura, experimentação material e comentário social. Até 13 de setembro.

Álbum de Desenho de José Malhoa, nosso Tesouro Nacional. O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, assinala 92 anos de atividade revelando um conjunto de desenhos realizados nos finais do século XIX e classificados como Bem de Interesse Nacional em 2006. Restaurados recentemente, estes documentos são considerados fundamentais para a compreensão dos processos criativos do pintor. Até setembro.
A pedalar pela fronteira… em aguarelas. Na Galeria da Vila Medieval de Ourém, Pedro Gil mostra Portugal de outra maneira, depois de viagens de bicicleta entre Moledo do Minho e Vila Real de Santo António e pelas nove ilhas do arquipélago dos Açores. Até 13 de setembro.
Tradição nas mãos, arte no coração. O Posto de Turismo de Porto de Mós recebe trabalhos da artesã Belita, numa mostra que celebra o artesanato, a criatividade e as tradições locais através de peças únicas e cheias de identidade. Até 20 de setembro.

Dez cantos abertos. A Central das Artes de Porto de Mós recebe a exposição criada no âmbito da edição comentada e ilustrada de “Os Lusíadas” da editora Bela e o Monstro e do “Público” para as comemorações dos 500 anos de Luís Vaz de Camões. Inclui obras de 13 artistas visuais e 30 escritores, entrre os quais Francisco Vidal, Júlio Pomar, José de Guimarães, Nu Barreto ou Gabriela Carrascalão e seis Prémios Camões – Pepetela, Ana Paula Tavares, Hélia Correia, Germano Almeida, Paulina Chiziane e Silviano Santiago -, além de Lídia Jorge, Prémio Pessoa 2025. Até 30 de setembro.
K. Mostra coletiva com trabalhos desenvolvidos por alunos do ensino secundário de Leiria, inspirados na passagem da tempestade Kristin na região. Mais do que um registo de memória de um fenómeno extremo, a mostra, que resulta da parceria entre o município de Leiria e o Plano Nacional das Artes, assume-se como um testemunho da capacidade de transformar a adversidade em conhecimento, criatividade e esperança. Se a tempestade derrubou árvores e abalou certezas, também abriu caminho a novas perspetivas sobre o território, a comunidade e o futuro. No Stay Lab, no Mercado de Santana, em Leiria, até 30 de setembro.

O movimento da alma na “Paixão de Cristo”. O Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, apresenta uma nova exposição a partir do impressionante conjunto escultórico criado por Rafael Bordalo Pinheiro entre 1887 e 1899. Este é um projeto desenvolvido em parceria entre o Museu José Malha e a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, propondo a revisitação do conjunto escultórico, numa proposta que cruza desenho, investigação, museologia e criação artística contemporânea, a partir de novos e atentos olhares. Até setembro.
Lagoa Subaquática – Um casulo de biodiversidade. A fotógrafa e videógrafa de natureza Sylvie Dias mostra duas dezenas de fotografias captadas na Lagoa de Óbidos, na sua maioria nas pradarias de ervas marinhas aí existentes, na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, junto ao Centro de Interpretação para a Lagoa de Óbidos. Até ao final de setembro.
Mudam-se os tempos, mudam-se as modas: do 4º Conde de Ourém a Luís Vaz de Camões. Uma viagem visual aos séculos XV e XVI, ao estilo e à elegância da época de D. Afonso 4º Conde de Ourém e de Camões, através de trajes e acessórios de época. Inspirada no famoso soneto “Mudam-se os tempos”, a exposição no Castelo e Paço dos Condes de Ourém explora a relação entre o poeta Luís Vaz de Camões e a moda do seu tempo, associando mudanças e novidades no contexto dos Descobrimentos Portugueses. São exibidas 12 réplicas de trajes e acessórios de estilo Renascentista, provenientes da coleção didática do Museu Nacional do Traje. Até 18 de outubro.
Monumento Natural das Pegadas dos Dinossáurios. Dar a conhecer os gigantes que habitaram a nossa região é o objetivo da exposição patente no Centro Interpretativo de Atividades de Natureza (CIAN), em Alvados, Porto de Mós. Ali, a partir dos vestígios do Bairro, em Fátima, Ourém, onde está um dos trilhos de dinossauros mais longo do mundo encontrado até hoje, conta-se a história com milhões de anos que marcou a paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Até 31 de outubro.
amaDor. A Filarmónica das Chãs comemora 130 anos com um vasto programa de comemorações que incluem uma exposição que recorda diferentes momentos da história da banda, através de fotografias que retratam gerações de músicos e atividades ao longo do tempo. Em foco também estão as esculturas “A harpa”, de Alexandre Estrela, e “O toque de Orfeu”, de Abílio Febra. No Auditório da Filarmónica das Chãs, em Regueira de Pontes, Leiria, até dezembro.

Adriano de Sousa Lopes (1879-1944) – O pintor-poeta. A obra e o percurso criativo do artista natural de Leiria está em destaque na nova exposição do Museu de Leiria. O artista leiriense foi pintor, gravador, ilustrador e diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea e esteve como oficial-artista na frente de batalha com o exército português na I Guerra Mundial. Até 31 de dezembro.

Refúgio e Caminho. Em 1925, a irmã Lúcia anuncia que teve uma nova visão da Virgem Maria, em Pontevedra. Todos os acontecimentos posteriores estão relatados na nova exposição do Santuário de Fátima, que apresenta um conjunto de objetos inéditos da irmã Lúcia, nunca exibidos ao público, e também duas pinturas classificadas como Tesouro Nacional: “Ecce Homo”, do Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, e a “Última Ceia”, do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora. Com entrada gratuita, no piso inferior da Basílica da Santíssima Trindade, até 15 de outubro de 2027 (todos os dias, à exceção da tarde de 24 de dezembro e dos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro).
Permanentes/Longa duração

Museu de Leiria. Instalado no antigo convento de Santo Agostinho, do século XV, o museu conta a história do território de Leiria, desde há milhões de anos até ao presente. Em destaque estão os achados da Guimarota, que ajudam a perceber com era a fauna e a flora desde tempos pré-históricos, a Criança do Lapedo e o Abrigo do Lagar Velho, que contribuem para a compreensão da evolução da humanidade, além da memória de Collipo e da presença dos romanos por cá, do Castelo de Leiria e da herança medieval e religiosa, do Pinhal de Leiria e do olhar sobre a produção contemporânea. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

m|i|mo – Museu da Imagem em Movimento. “Vizinho” do Castelo de Leiria, o museu preserva e apresenta diversos documentos e tecnologia relacionados com a história técnica e artística do pré-cinema, da fotografia e do cinema. Desde 1996 que o m|i|mo se dedica à recolha, salvaguarda, conservação e inventariação de objetos e técnicas relacionados com as imagens em movimento. Recentemente passou a apresentar ao público dois novos núcleos, dedicados à fotografia da família Fabião e ao filme de animação, feito com recurso à técnica stop motion, “Forbidden Room/O quarto proibido”. Abre de segunda a domingo (9h30 – 17h30), com bilhetes a 2,10 euros (grátis para cidadãos residentes no concelho de Leiria, mediante apresentação de documento comprovativo).

Museu da Comunidade Concelhia da Batalha. “A Pedra e a Batalha: da matéria à vida” percorre a geologia, a história, a arte e a economia do território, numa verdadeira viagem através da pedra calcária, particularmente a do Maciço Calcário Estremenho, que está presente em vários aspectos da nossa vida (até nas pastas de dentes). A pedra e a cantaria têm sido uma fonte importante de desenvolvimento para a comunidade da Batalha e uma presença no dia a dia, ajudando à construção da sua história, da sua cultura e da sua atividade. O museu abre de quarta a quinta, nos seguintes horários: inverno (1 de outubro a 31 de março), das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas; verão (1 de abril a 30 de setembro), das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.

A Câmara das Maravilhas – O gabinete encantado de José Aurélio. No Armazém das Artes está em permanência – e com entrada livre – uma exposição que remete para os Gabinetes de Curiosidades ou Câmara das Maravilhas em voga nos séculos XVI e XVII. Ali se reuniam, numa vitrine, objetos raros, artefactos insólitos, relíquias naturais e invenções humanas. Com curadoria de Alberto Guerreiro, em Alcobaça revelam-se peças da coleção do escultor José Aurélio: são objetos naturais, artefactos artísticos e peças singulares, selecionados entre a experimentação criativa e o colecionismo pessoal. “Espécimes que revelavam um mundo ainda por compreender, numa dança entre superstição, ciência, religião e arte. Um expositor de luz sobre as trevas”, lê-se na nota de apresentação.

Fragmentos da Memória e do Tempo. O Espaço Arqueológico José Costa dos Santos, no Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande, procura divulgar a história do território, valorizando o património arqueológico do concelho e homenageando o arqueólogo José Costa dos Santos. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira (9h-13h e 14h-17h).

Museu do Vidro. No Palácio Stephens, na Marinha Grande, uma exposição dedicada às artes decorativas do vidro, bem como à tecnologia da produção de vidro utilitário, decorativo e científico, numa área expositiva que reflete a evolução da indústria vidreira em Portugal. De terça a domingo (10h13h e 14h-18h). (O Museu do Vidro encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro. No segundo piso do espaço cultural da Marinha Grande está patente um conjunto de obras que representam cerca de 25 anos de vidro de expressão plástica contemporânea realizado em Portugal, bem como uma seleção de obras em vidro de artistas internacionais que foram sendo adquiridas ou doadas para a coleção do museu. A visitar de quarta a sábado (10h-13h e 14h-16h), com entrada gratuita. (O Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)

Orfeu. No Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, pelo rés-do-chão e pelo 1º piso do palácio e por(O Museu Joaquim Correia encontra-se atualmente encerrado devido aos danos provocados pela tempestade Kristin)
um pavilhão, descobre-se a estatuária de média e grande dimensão da autoria de Joaquim Correia. Aberto de quarta a sábado (10h-13h e 14h-17h).

Museu Marquês de Pombal. Instalado desde 2004 num edifício pombalino, a Cadeia Velha, na Praça Marquês de Pombal, o museu monográfico conta com um núcleo bibliográfico composto por livros da época, sendo o mais antigo de 1717. O espólio permite uma leitura da história nacional e local do século XVIII e da vida do Marquês de Pombal como figura central da vida política portuguesa dessa época. Funciona de terça-feira a domingo (10h-13h e 14h-18h).

Museu Abílio de Mattos e Silva. O museu de Óbidos reabriu ao público a coleção permanente, que revela as várias dimensões de Abílio de Mattos e Silva, da cenografia e figurinismo às artes gráficas. A reabertura marca um novo ciclo na valorização do património artístico e cultural, reforçando a ligação do museu à comunidade, às escolas e a todos os públicos, através de um Serviço Educativo criado para promover a descoberta, a aprendizagem e o diálogo com a obra de Abílio de Mattos e Silva. Visitável de terça a domingo (9h30-13h e 14h-17h30).

Painel de azulejos de Bordalo Pinheiro revelado nas Caldas. O Painel de Azulejos de Santo António de Lisboa, da autoria do mestre Rafael Bordalo Pinheiro, está em exposição pela primeira vez no Atelier-Museu António Duarte, nas Caldas da Rainha. Encontrado desmantelado e em mau estado, o painel foi restaurado pelo Museu Nacional do Azulejo e integra agora a nova sala onde é apresentada parte da coleção de arte sacra do Atelier-Museu António Duarte, onde pode ser visto, no Centro de Artes das Caldas da Rainha. A entrada é livre.

Espaço Arqueológico José Costa Santos em Pedrógão Grande. No Centro de Interpretação Turística de Pedrógão Grande há um convite a viajar no tempo e descobrir a riqueza cultural da vila e do concelho do norte do distrito de Leiria. O espaço dá a conhecer vestígios dos povoados pré-históricos de Nossa Senhora dos Milagres e do Penedo do Granada, de um antigo forno romano de cozimento de cerâmica e desvendar mais sobre os vestígios da Estação Arqueológica do Calvário e da Devesa.

Museu do Vinho de Alcobaça. Nos finais do século XIX, surgiu em Alcobaça a Adega do Olival Fechado, por iniciativa do vitivinicultor José Eduardo Raposo de Magalhães. Na década de 40 do século XX, o complexo foi adquirido pela Junta Nacional do Vinho que, a partir da década de 60, para lá encaminhou coleções de grande valor histórico e patrimonial, no que viria a resultar, segundo o município de Alcobaça, o maior e mais completo Museu do do Vinho Nacional. São mais de dez mil peças móveis, desde o século XVII ao início do século XXI, relacionadas com a enologia, etnologia, tecnologia tradicional, arqueologia industrial, artes gráficas, plásticas e decorativas. Os espaços visitáveis compreendem a Adega dos Balseiros, Adega dos Depósitos, Adega dos Tonéis, Taberna, Armazém Novo, Armazém Novo e Destilaria e Jardim do Baco. O Museu do Vinho abre de terça a domingo, incluindo feriados, com visitas às 10, 11, 12, 14, 15, 16 e 17 horas. É possível marcar visitas guiadas para grupos organizados, pelos contactos 968 497 832 ou email museus@cm-alcobaca.pt. A entrada custa 4 euros (10 e 12 euros com provas incluídas). Entrada gratuita para menores de 12 anos.

Museu da Cerâmica de Alcobaça – Coleção Maria do Céu e Luís Pereira de Sampaio. No número 42 da rua Frei Fortunato mora uma coleção de 2.300 peças, legada ao município de Alcobaça por Jorge Pereira de Sampaio. É um património que retrata a evolução da cerâmica alcobacense desde 1875 até à atualidade, mas onde também se inclui duas esculturas atribuídas aos monges barristas do Mosteiro de Alcobaça (séc. XVII) e formas de doces conventuais do século XVIII. Visitável entre terça-feira e domingo (9h30-12h30 e 14h-18h), com entrada livre.