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Sociedade

Leiria: 18 casos de abuso de crianças sinalizados desde 2008

Desde o início do ano a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Leiria registou sete sinalizações em que são denunciadas situações de abuso sexual com crianças e com jovens.

Desde o início do ano, e até à data, a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Leiria registou sete sinalizações em que são denunciadas situações de abuso sexual com crianças e com jovens, com idades compreendidas entre os quatro anos e os 16 anos.

Em 2009, houve quatro sinalizações nesta problemática e, em 2008, sete.

A prevenção é sempre o melhor remédio e não há como munir pais e crianças das melhores armas. Os pais têm de estar, contudo, cientes de que a prevenção e a responsabilidade são sempre dos adultos.

Estabelecer uma comunicação aberta com os filhos, desde a sua mais tenra idade, sobre a sexualidade e as partes mais íntimas do corpo ajudará as crianças a compreenderem melhor o que é proibido, sustenta a “Regra da roupa interior”. Deve-se ensinar os mais novos a recusarem, imediatamente e com firmeza, todo o contacto físico inaceitável.

Nem sempre, as crianças conseguem distinguir os gestos aceitáveis dos inaceitáveis. É possível ajudá-las a estabelecerem um limite claro, o da roupa interior, devendo-se ainda assegurar que saberão pedir ajuda a um adulto de confiança.

Sendo o segredo uma das principais tácticas dos autores de abusos sexuais, ensinar a diferença entre os bons e maus segredos é um passo essencial. Todo o segredo que suscite ansiedade, mal-estar, medo ou tristeza deve ser contado a um adulto de confiança.

Em caso de suspeita de abuso sexual de uma criança, é muito importante que os pais não se zamguem com ela e que não a façam sentir que fez alguma coisa de errado.

A regra aconselha ainda a não submeter a crianca a um interrogatório. “Pode perguntar-lhe o que aconteceu, quando e com quem, mas não lhe pergunte porque é que aconteceu”, defende o documento.

“As crianças tendem a culpabilizar-se, o que as pode levar a não falarem”, alerta ainda, ao mesmo tempo que recomenda aos pais que garantam aos filhos que irão actuar e que peçam ajuda.

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