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Sociedade

Polícias exigem reforço de efectivos em Leiria

Vários agentes da PSP do distrito reivindicaram ontem mais efectivos além da demissão do ministro da Administração Interna (MAI). Depois de um plenário, entregaram uma moção ao governador civil de Leiria.

Vários agentes da PSP do distrito reivindicaram ontem, quinta-feira, mais efectivos além da demissão do ministro da Administração Interna (MAI). Depois de um plenário, entregaram uma moção ao governador civil de Leiria.

A carência de efectivos policiais, já denunciada a nível nacional, afecta também o Comando Distrital de Leiria da PSP. “Continua a ser um problema grave no Comando de Leiria, particularmente depois da reorganização das áreas de competência da PSP, que deixou ainda mais claras as insuficiências a este nível, agravadas pelo aumento da criminalidade violenta e organizada, que é do conhecimento público”, denuncia a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia – ASPP/PSP.

Segundo o sindicato, liderado por Paulo Rodrigues, “o Comando de Leiria  também sofre com o desinvestimento que, ao longo dos anos, tem afectado a PSP, nomeadamente, no que diz respeito às condições de trabalho dos profissionais da polícia“. Mas não só. “Há enormes carências no que diz ao material necessário para o bom desempenho da missão policial, que poderiam ser ultrapassadas se houvesse um planeamento orçamental responsável para a PSP”, sustenta ainda.

A direcção da estrutura sindical afirma que “este Governo continua a insistir numa política errada e, em alguns casos, despesista”, o que “põe em causa o normal funcionamento da instituição” e a “qualidade futura do serviço prestado aos cidadãos”.

Para a ASPP/PSP, a novo estatuto profissional, em vigor desde Janeiro de 2010, representa uma regressão em relação aos direitos dos profissionais de polícia além de um foco de instabilidade no funcionamento da instituição.

“O MAI deu garantias públicas de que iria proceder à colocação dos profissionais da PSP nas novas posições remuneratórias, no entanto, tal não aconteceu”, refere a moção, onde os subscritores acusam o MAI de os ter enganado por manter  dois regimes remuneratórios na instituição e contrair uma dívida por falta de pagamento da totalidade do vencimento.

Martine Rainho
martine.rainho@regiaodeleiria.pt

Sérgio Claro ()fotografia