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Sociedade

Pais contra transferência de alunos de escola pública da Nazaré para externato cooperativo

A transferência de alunos do 7.º ano da escola pública para o ensino cooperativo está a provocar a indignação dos pais dos alunos da EB 2/3 Amadeu Gaudêncio, na Nazaré, que ameaçam não autorizar a mudança.

A transferência de alunos do 7.º ano da escola pública para o ensino cooperativo está a provocar a indignação dos pais dos alunos da EB 2/3 Amadeu Gaudêncio, na Nazaré, que ameaçam não autorizar a mudança.

Dos cerca de 100 pais de alunos inscritos para a frequência do 7.º ano, na EB 2/3 Amadeu Gaudêncio, “cerca de 70 manifestaram a intenção de não assinar a transferência dos filhos para o Externato D. Fuas Roupinho”, disse à agência Lusa Walter Chicharro, presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas da Nazaré.

Em causa está a distribuição de turmas pelas duas escolas, que, segundo o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas da Nazaré, está a pôr em causa “a continuidade [dos alunos] na EB 2/3 Amadeu Gaudêncio”, na sequência do protocolo assinado em janeiro de 2010 e que define um número mínimo de turmas para os estabelecimentos particulares de ensino cooperativo que assinaram o documento, entre os quais o Externato D. Fuas Roupinho.

Num comunicado enviado à Lusa, o Conselho Geral afirma ter sido informado “através do diretor do Agrupamento, Jorge Sousa, que a escola Amadeu Gaudêncio era contemplada com apenas três turmas de 7.º ano”.

De acordo com o comunicado, a direção do agrupamento terá solicitado à Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) “autorização para a formação das cinco turmas necessárias para responder à totalidade dos alunos que transitaram do 6.º ano” e se matricularam naquela escola.

“A informação que temos é que foi autorizada a formação de uma quarta turma, na Amadeu Gaudêncio, mas os restantes alunos terão que ser transferidos para o Externato D. Fuas Roupinho, que aumentará de duas para três as turmas de 7º ano”, adianta a nota.

A decisão não está, porém, a ser aceite pelos pais dos alunos, que discordam “da transferência que nos está a ser imposta quando a escola tem capacidade para manter ali os alunos”, disse à Lusa Carla Pires, mãe de uma das alunas da Amadeu Gaudêncio.

Carla Pires realça “as ótimas condições” da escola mas sobretudo “o projeto educativo e os bons resultados obtidos” como argumentos contra a transferência dos alunos, “muito dos quais fizeram ali o seu percurso escolar e se irão confrontar com a perda de professores e colegas que já conhecem”.

Perante a oposição dos pais , o presidente do Conselho Geral, Walter Chicharro, solicitou uma audiência ao secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, para “tentar inverter esta situação”.

A Lusa contactou a DRELVT e a direção do Agrupamento de Escolas da Nazaré, mas nenhuma das entidades prestou qualquer esclarecimento.

Lusa

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