Assinar Edições Digitais
Sociedade

Ponte das Tercenas junta 70 pessoas em manifestação na Praia do Pedrógão

Uma manifestação contra o fecho da Ponte das Tercenas, que liga os concelhos de Marinha Grande e Leiria, juntou esta tarde cerca de 70 pessoas na Praia do Pedrógão.

Uma manifestação contra o fecho da Ponte das Tercenas, que liga os concelhos de Marinha Grande e Leiria, juntou esta tarde cerca de 70 pessoas na Praia do Pedrógão, preocupadas com eventuais prejuízos no turismo e comércio locais.

Encerramento da Ponte das Tercenas mobilizou 70 pessoas para a manifestação (foto: Joaquim Dâmaso)

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, prometeu, perante os manifestantes, “trabalhar numa solução que passa pelo reforço da atual ponte [que apresenta debilidades estruturais], permitindo a circulação de viaturas, enquanto a nova ponte é construída ao lado”.

Raul Castro defendeu que esta seria a solução mais rápida, menos onerosa e que serviria os interesses da população.

Descartada parece estar para já hipótese de se recorrer a uma ponte provisória a disponibilizar pelo exército, já que “os custos são muito elevados: 25.000 euros a pagar só pela mobilidade da estrutura e depois mais 12.500 euros mensais”, precisou o autarca.

A Ponte das Tercenas fica localizada na Praia da Vieira e foi interditada pela Câmara da Marinha Grande a 28 de outubro na sequência de um despacho do secretário de Estado do Ordenamento do Território e de um ofício do Instituto da Água.

“Se a ponte estiver fechada durante ano e meio, dois anos, o comércio não aguenta”, desabafou um dos manifestantes, Donaldo Fernandes, sublinhando que o fluxo de turismo que chega à Praia do Pedrógão vem sobretudo do Sul, precisamente onde se verifica agora o corte.

Um pescador aproveitou para alertar o presidente da Câmara de Leiria para o facto de dentro de dois meses “as carrinhas que vêm de Peniche e da Nazaré buscar o pescado terem que fazer um desvio de mais de 20 quilómetros”.

Ponte das Tercenas

Na manifestação foram, exibidos cartazes e distribuídos folhetos junto a uma das rotundas de acesso à Praia do Pedrógão.

O isolamento local, a falta de “alternativas dignas” e os prejuízos irreversíveis para o turismo, comércio e população” que o fecho da ponte está a provocar são alguns dos motivos apontados para a realização deste protesto.

A 03 de novembro o Governo deu instruções para acelerar o concurso para substituir uma ponte no concelho da Marinha Grande – que mandou encerrar por razões de segurança -, mas negou que esta fosse uma verdadeira urgência.

“Chegou a ser aventada a hipótese de vir a adotar-se o procedimento de concurso público urgente”, podia ler-se no comunicado, que citava o secretário de Estado do Ordenamento do Território, Pedro Afonso de Paulo, a defender, contudo, que “a situação em apreço não reveste, à luz do Código dos Contratos Públicos em vigor, caráter de verdadeira urgência”.

O documento revelava que a solução encontrada passava pelo lançamento de um concurso público normal, mas ao qual se conseguiu reduzir de 30 para 20 dias o prazo para apresentação de propostas.

Lusa