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Desporto

Pavilhões do concelho de Leiria entregues às juntas sem custos para os clubes

Autarquia de Leiria prepara-se para entregar 12 pavilhões municipais às respetivas juntas de freguesia. Medida acaba com a cobrança de taxas de utilização aplicada na última época

Os clubes podem preparar a próxima época com mais tranquilidade. Um ano depois da autarquia ter exigido o pagamento das horas de utilização dos pavilhões municipais do concelho de Leiria, a Câmara avança com a entrega dos equipamentos às juntas de freguesia, livrando os clubes das taxas de utilização.A medida está a ser analisada pela autarquia que, nos últimos dias, se tem reunido com os presidentes de junta e a comissão de clubes. A última reunião aconteceu no passado dia 19.

Com os clubes a preparar a próxima época, a transferência da gestão dos pavilhões para as juntas de freguesia é uma solução que agrada à maioria. Coloca um ponto final na cobrança das taxas de utilização das instalações desportivas municipais (pavilhões, piscinas, estádio e centro de lançamentos) para treinos e jogos de atletas seniores e assegura a prática desportiva para a população.

Contudo, a procissão ainda vai no adro e, para algumas juntas de freguesia, é preciso que todos os dados sejam revelados. “Têm que existir contrapartidas financeiras da Câmara de Leiria para manter o espaço aberto. O nosso orçamento é tão magro que o valor que a autarquia está a disponibilizar pode não ser suficiente para gerir o pavilhão”, explica Hilário Estrada, presidente da Junta de Freguesia da Bajouca, onde está localizado o pavilhão municipal que registou menor taxa de ocupação em 2010-2011.

Entre os mais frequentados, está o último pavilhão construído no concelho, em Souto da Carpalhosa. No entanto, os números não satisfazem o autarca José Carlos Gomes. “Apresentem os custos de forma clara. Com a ameaça de que se não houver quem tome conta [dos pavilhões], fecham as portas, eu não tomo nenhuma decisão. O pavilhão não é da minha freguesia, é do concelho, e de portas fechadas, de certeza que não vai ficar”, afirma.

Marina Guerra
marina.guerra@regiaodeleiria.pt