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Cultura

A Jigsaw tocam hoje em Leiria no primeiro concerto do festival Acaso

A 17ª edição é a mais musical de sempre do festival Acaso. Ao todo são sete concertos divididos por cinco datas. O primeiro acontece hoje, em Leiria, com A Jigsaw ao vivo no espaço d’”O Nariz”.

A 17ª edição é a mais musical de sempre do festival Acaso. Ao todo são sete concertos divididos por cinco datas. O primeiro acontece hoje, em Leiria, com A Jigsaw ao vivo no espaço d’”O Nariz”.

Em 2012, é forte a aposta do festival de teatro na música, a ponto do cantautor António Cova ter sido convidado para programar as propostas musicais do Acaso.

O músico e ator de Leiria explica que as escolhas feitas para o festival surgiram “tendo em conta a comunhão dos projetos com o local onde são realizados os concertos”, ou seja, as bandas e autores “foram convidadas por protagonizarem, à partida, um espetáculo de contorno intimista, propício à própria sala”.

Desta forma, no Acaso vão surgir alguns concertos que já passaram por Leiria, como Miss Cão e Rapaz Cão, Pedro Salvador e Rita Cardoso, que regressam “pela qualidade demonstrada”.

António Cova destaca ainda o concerto de hoje, dos A Jigsaw, “projeto de reconhecido valor além fronteiras e de momento com bastante destaque no panorama nacional”.

Até ao fim do festival haverá ainda oportunidade para ouvir o leiriense Pedro Augusto com Yesterday, “de que sou de que sou particularmente fã”, assume António Cova, que destaca ainda a apresentação oficial de Rodrigo Cavalheiro e as Folhas Secas, “o mais recente projeto do ‘front man’ dos conhecidos Born a Lion”.

O que ainda há para ver no festival Acaso 2012:

Sexta, 28 setembro – 22h – “Música”, M12
A Jigsaw
Interpretação: João Rui, Jorri e Susana Ribeiro
Local: Espaço “O Nariz” – Leiria
Somos em todos os momentos o princípio e fim de nós próprios. Então como se chega a ser o que se é entre esses dois? “Drunken Sailors & Happy Pirates” é um álbum que nos conta da construção do indivíduo; a construção da nossa identidade através de quem antes de nós partiu para alto mar à conquista da sua. Desta vez partimos nós nessa embarcação para a qual convidamos essas estranhas sombras que nos vêm visitar: estes Drunken Sailors & Happy Pirates que encontraram em nós o seu albergue são pilares do que somos hoje.

Sábado, 29 setembro – 21h30 – “Panza e De La Mancha” (espetáculo bilingue – a partir de D. Quixote de La Mancha), M16
O Nariz – Teatro de Grupo
Encenação: Pedro Oliveira
Interpretação: David Ramy e Pedro Oliveira
Local: Torreão Este – Castelo de Ourém
A acção transcorre em diferentes lugares de um centro de correção que pode ser uma prisão, um hospital psiquiátrico ou algo semelhante.
Nessa franja ambígua, onde são colocadas as pessoas para serem corrigidas, vigiadas e controladas, sucede tudo.
Nos corredores, no pátio, nos banhos, na memória de Sancho Panza e no corpo de D. Quixote, presos num carcel de ar.

Quinta, 4 outubro – 22h – “1325”, M12
Peripécia Teatro

Criação e Interpretação: Ángel Fragua, Noelia Domínguez, Sérgio Agostinho
Local: Teatro Miguel Franco – Leiria
“1325”- Número da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que exorta aos estados membros a inclusão das mulheres na construção da Paz.
Em 1325, três Avós vivem num espaço habitado por roupa e memórias: Roupas penduradas, memórias guardadas, roupas em fardos, memórias a monte, roupas coloridas, trágicas memórias.
São as Avós quem nos guiam pelo universo da Mulher e sua relação com a Paz, numa narrativa formada por vários quadros que se centram no ativismo de uma mulher ou conjunto de mulheres.

Sexta, 5 outubro – 16h
Lançamento do livro “O Homem da Gaita”, José Afonso
Ilustração: Rui Pedro Lourenço
Edição: Livros da Barca do Inferno
Local: Jardim Stº Agostinho – Leiria
Numa terra cinzenta e sem alegria, onde cada um vive mergulhado nas suas preocupações, um homem tem o condão de pôr toda a gente a dançar.
O livro “O homem da gaita”, editado pela Barca do Inferno, junta a letra da canção de Zeca Afonso às ilustrações de Rui Pedro Lourenço, trazendo de novo à memória, de miúdos e graúdos, esta história tradicional portuguesa que fala de um tempo em que homens e bichos convivem paredes meias e os mistérios se revelam nas coisas mais simples.

Sábado, 6 outubro – 22h – “Música”, M12
Rita Cardoso (1ª parte), Rodrigo Cavalheiro & As Folhas Secas (2ª parte)
Local: Espaço “O Nariz” – Leiria
Rita Cardoso
“Rita Cardoso é de Lisboa. Do seu passado fazem parte conquistas de galardões em festivais de música moderna, atuações em pisos variados e a edição de um mini disco chamado “Acatisia”.
Do seu presente fazem parte concertos com orçamento grátis. Do seu futuro não reza a história.”
Rodrigo Cavalheiro & As Folhas Secas
Habituado que está, ao rock puro, como “Frontman” do Power Trio Born a Lion, Rodrigo Cavalheiro iniciou em 2011 um novo projeto, desta vez, cantado em português, ao qual deu o nome de Rodrigo Cavalheiro & As Folhas Secas, deixando-se assim influenciar pela bossa nova, a tropicália e a mpb, e por nomes como Nina Simone, Vinicius, Scott Walker, Chico Buarque, Jorge Palma ou Pedro Barroso. Acompanhado ao piano por Renato Silva, compôs canções intensas e intimistas, que nos falam da vida, da morte, e do amor.

Quarta, 10 outubro – 21h30 – “O Homem que via passar as estrelas” Luís Mourão, M6
O Nariz – Teatro de Grupo
Encenação: Pedro Oliveira
Interpretação: Ana Rosa Ferreira, Francisco Frazão, Pedro Oliveira, Vitória Condeço
Local: Auditório Municipal da Batalha
Um espetáculo de Teatro para a Infância e Juventude onde se conta, na brevidade de uma noite de insónia ou de sonhos turbulentos, o encontro inesperado de Isaac Newton com os planetas do Sistema Solar…
É de noite. E, porque é de noite, o Sol não está. Newton recebe no seu quarto-laboratório-cenário estranhas visitas por engano.

Quinta, 11 outubro – 22h – “Um dia de raiva”, M12
Colectivo Gentes
Direção: Nuno Pino Custódio
Interpretação: Alice Medeiros, Diogo Machado, Duarte Soares, Elisabete Pedreira, Joana Chandelier, Joana Mendes, Mara Guerreiro, Marc Xavier, Miriam Santos, Pedro Ramos, Ricardo Vieira, Rúben Pádua, Rubens Saboia, Sandra Adrião, Sara Afonso, Sérgio Maciel, Tânia Calçada
Local: Teatro Miguel Franco – Leiria
Um grupo de pessoas acaba de chegar. Eles são os novos e são novos também. Mesmo agora recentemente admitidos, ninguém pode negar que os olhos de quase todos estão a brilhar. Exatamente ali instalam o seu posto de trabalho e começam. Passam os dias, correm os corações, perpassam sonhos mas é possível que tudo volte realmente a arrumar-se como uma tenda de circo. E alguém dirá que nem as suas pegadas restaram. Passa o tempo, esse, que será quase sempre o depois que nunca mais chegará, a espera exasperada no lugar onde já não se está, coisa alguma, memória alguma, onde novos trabalhadores em novos contentores irão de certeza voltar.
Chamam-se no mercado “flexíveis” mas têm o nome de “precários”. Trazem habilitações que não interessam ou o estigma do desempregado. São mal remunerados. São escravos disfarçados, subcontratados, quantas vezes a prazo. São falsos trabalhadores independentes, simplesmente intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes. São mães, pais e filhos.

Sexta, 12 outubro – 22h – “Kabaret Keuner e Outras Histórias de Bertolt Brecht”, M16
Teatro da Rainha
Tradução: José Carlos Faria (cotejada pelos trabalhos de Paulo Quintela, Arnaldo Saraiva, Luís Bruheim e Maria Hermínia Brandão)
Encenação: Fernando Mora Ramos
Interpretação: José Carlos Faria
Local: Espaço “O Nariz” – Leiria
Assim se auto-nomeia este alter-ego de Brecht nas suas próprias histórias, ele é um contador de histórias. Mas mais que pensador, ou pensador de uma dada forma, Keuner é um perguntador que quando faz afirmações coloca outras tantas dúvidas.

Sábado, 13 outubro – 22h – “Música”, M12
Pedro Salvador (1ª parte), Miss Cat e o Rapaz Cão (2ª parte)
Local: Espaço “O Nariz” – Leiria
Pedro Salvador – Musico de Santarém.
A sua criação musical surgiu inicialmente como um projeto New-Folk, tendo posteriormente evoluído para um Rock N´Roll mais alternativo/avant-garde. Baseia-se no desenvolvimento de um som através de uma guitarra acústica que corre por efeitos e máquinas de loops, indo eventualmente interagir com a palavra cantada. Esta última foca-se na visão ativa do que é visível e invisível.
Miss Cat e o Rapaz Cão
Suave. Doce. Quente. Tranquila. Minimal até. Cresce, vai-se transformando. Aumenta a intensidade, alterna com suspiros e murmúrios. Mas sempre contido. Mostrando apenas o tornozelo, em vez da coxa. Um ligeiro olhar pelo decote, para logo puxar a gola para cima. Miss Cat, poderosa, envergonhada, arrepiante, brinca com os sons arranhados que o Rapaz Cão vai libertando. Um constante trocar de intensidade, de tensão. Levanta-se. Tresloucado, perde a compostura. Embala-se pelas energias que finalmente despertaram. Calma. Sossego. Tranquilidade. Voz doce outra vez, em dueto. Enrolam-se uma na outra. O público, esse, que se amanhe. Que se torça, que feche os olhos, que bata o pé. Que grite sons lascivos.

Quinta, 18 outubro – 22h – “O Libertino passeia por Braga, a idolátrica, o seu esplendor.”, Luiz Pacheco, M18
Coletivo de teatro “O Grupo”
Encenação: António Olaio
Interpretação: André Louro
Local: Teatro Miguel Franco – Leiria
O anti-herói deste “O Libertino” é o próprio Luiz Pacheco, que à data de 1961, andou nas carrinhas da biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian, carrinhas cheias de livros que percorriam o país real, fornecendo alimento às mentes sedentas de leitura, principalmente às jovens gerações.
É à sombra de uma dessas carrinhas, estacionada em Braga que o Libertino tenta seduzir lolitas e magalas. Num país acanhado, de gente agredida no corpo e na alma, não há espaço para D. Juan, Sade ou Casanova, apenas para um “pobre diabo” que deseja e não alcança, um Libertino à semelhança do país que éramos (somos?).

Sábado, 20 outubro – 22h – “Música”, M12
Yesterday
Local: Espaço “O Nariz” – Leiria
Yesterday é o projeto a solo que o leiriense Pedro Augusto tem vindo a desenvolver desde 2001. Vencedor de festival Termómetro Unplugged em 2006, já se apresentou ao vivo no festival Fadein, em Leiria, em Córdoba, Espanha, ou mesmo em Las Vegas. O seu álbum mais recente tem como título “You Are The Harvest”.

Domingo, 21 outubro – 18h – “Contos ao Pôr-do-sol”, M6
Contadores de histórias
Local: Castelo de Leiria
Sessão de música e contadores de histórias, tradicionais e de autor, ao Pôr-do-sol, em vários espaços do Castelo de Leiria

Quarta, 24 outubro – 21h30 – “Panza e De La Mancha” (espetáculo bilingue – a partir de D. Quixote de La Mancha), M16
O Nariz – Teatro de Grupo
Encenação: Pedro Oliveira
Interpretação: David Ramy e Pedro Oliveira
Local: Auditório Municipal da Batalha
A acção transcorre em diferentes lugares de um centro de correção que pode ser uma prisão, um hospital psiquiátrico ou algo semelhante.
Nessa franja ambígua, onde são colocadas as pessoas para serem corrigidas, vigiadas e controladas, sucede tudo.
Nos corredores, no pátio, nos banhos, na memória de Sancho Panza e no corpo de D. Quixote, presos num carcel de ar.

Quinta, 25 outubro – 22h – “Jantar de idiotas” (A partir do filme O Jantar de Idiotas de Francis Veber), M12
Teatro Apollo
Transcrição, adaptação e encenação: Dora Conde
Interpretação: Paulo Santos, Luís Costa, José Ezequiel Quartau, Tatiana Pedro, Dora Conde, Selma Preciosa, Cristina Ferreira
Local: Teatro Miguel Franco – Leiria
Imagine que é convidado para um jantar, por alguém que não conhece, e sem saber está afinal convidado para fazer de idiota perante várias pessoas. Imagine que o anfitrião do jantar é uma pessoa que você julga importante para os seus planos. E imagine que, aos poucos, você se pode tornar numa pessoa útil, necessária.
Um editor de sucesso e os seus amigos excêntricos divertem-se a organizar semanalmente um jantar para o qual convidam as pessoas mais “idiotas” que encontram. Numa noite, porém, o editor não consegue ir ao jantar e fica sozinho em casa com o seu “idiota”, num serão que se transforma num divertido pesadelo.

Sábado, 27 outubro – 22h – “Música” (Festa de Encerramento), M12
Daniel Bernardes – Piano Jazz
Local: Espaço “O Nariz” – Leiria
Daniel Bernardes é um jovem pianista e compositor, e apresenta-se como uma das figuras mais importantes da nova geração do Jazz português e da Música improvisada. De destacar na sua carreira a estreia da sua peça “Dalí”, onde participou como solista ao lado da BigBand do Hot Club de Portugal, assim como a encomenda da Antena 2 da peça “Havoc” para Sax Alto.